Saiba como enfrentar o efeito “bochecha de buldogue” causado pela gravidade na pele

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Ativos ajudam a estimular a produção das fibras de colágeno e elastina, responsáveis por evitar a flacidez do tecido causada pela ação da força gravitacional

Fatores como a radiação ultravioleta, poluição e tabagismo já são conhecidos vilões quando se trata do surgimento de sinais de envelhecimento na pele. Mas o que poucos sabem é que a força gravitacional também faz parte desta lista. “O tecido cutâneo possui estruturas, como as fibras de colágeno e elastina, responsáveis por manter a pele firme e elástica, evitando que a pele fique com aspecto flácido devido à gravidade.

Porém, com o passar do tempo, as células que produzem estas fibras diminuem, assim como o ácido hialurônico em que elas estão mergulhadas, e a radiação solar estimula a produção de enzimas que degradam o colágeno e elastina. Dessa forma, as fibras de sustentação passam a não ter mais força contra a gravidade, que acaba deixando a pele flácida”, explica o pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma.

O resultado é o indesejado efeito bochecha de buldogue, onde o formato de triângulo invertido que o rosto tem quando estamos jovens torna-se um triângulo comum. Anular esta ação da gravidade é impossível, mas é possível retardá-la através do uso de dermocosméticos com ativos que estimulam os fibroblastos, células responsáveis pela produção das fibras de colágenos e elastina. “Os principais ativos que proporcionam o estimulo do colágeno e elastina são os retinóides, que promovem a renovação celular, e os fatores de crescimento, responsáveis não só pelo reparo e regeneração, mas também pela proliferação e comunicação celular, conferindo preenchimento à pele”, completa o especialista.

Segundo o pesquisador, outro modo de promover o efeito de preenchimento cutâneo é através da síntese de ácido hialurônico, que pode ser estimulada com o uso de hialuronatos de sódio. É fundamental também o uso de filtros solares, para evitar que a radiação promova a produção de enzimas que degradam as fibras de sustentação. “Dependendo do caso, o uso dos dermocosméticos também pode ser associado a suplementação de ativos orais, como o Exsynutriment, que atua na firmeza e sustentação da pele”, destaca Lucas. “Porém, o mais importante é que você busque a orientação de um dermatologista, que poderá orientar sobre o uso de tecnologias e cosméticos específicos para o seu caso.”

FONTE: Lucas Portilho – Consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França, Mônaco e Espanha. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

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