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Peptídeo de cobre atrai atenção de especialistas por estimular mecanismos naturais de regeneração cutânea sem abordagens invasivas

A busca por tratamentos mais naturais, regenerativos e voltados à longevidade da pele tem impulsionado uma mudança importante no mercado da estética. Segundo a professora Cássia Xavier, especialista em Estética Avançada e Saúde da Mulher, docente da Faculdade Santa Marcelina, o setor vive uma transição importante, em que sai de cena a estética focada em correções imediatas e ganha força a abordagem baseada na regeneração biológica da pele. Nesse cenário, um ativo específico vem chamando atenção nos principais congressos e eventos do setor, o GHK-Cu, conhecido como peptídeo de cobre.

Apesar de ter se tornado tendência recentemente nas discussões sobre estética regenerativa, o composto está longe de ser novidade. Descoberto na década de 1970, o GHK-Cu é um tripeptídeo formado pelos aminoácidos glicina, histidina e lisina ligados a um íon de cobre. A molécula ocorre naturalmente no corpo humano e pode ser encontrada no plasma, saliva e urina, embora seus níveis diminuam progressivamente com o envelhecimento.

O interesse crescente pelo ativo está relacionado principalmente ao seu mecanismo de ação. Diferente de substâncias cosméticas tradicionais, que atuam apenas na hidratação ou em efeitos temporários, o GHK-Cu funciona como “sinalizador biológico”, estimulando processos naturais de regeneração celular.

Entre os principais efeitos associados ao uso estão o estímulo à produção de colágeno e elastina, aumento da atividade dos fibroblastos, ação antioxidante e anti-inflamatória, melhora da vascularização local e auxílio nos processos de cicatrização e regeneração tecidual.

“Hoje existe uma demanda muito forte por tratamentos que respeitem mais a biologia da pele e promovam regeneração de forma gradual e sustentada. O GHK-Cu se destaca justamente por atuar em mecanismos naturais do organismo, dialogando com as células cutâneas e favorecendo uma estética mais regenerativa e menos artificial”, explica a profissional.

Segundo Cássia Xavier, na prática clínica, os efeitos observados incluem melhora da firmeza da pele, redução de linhas finas, melhora da textura cutânea e aspecto mais saudável e uniforme.

Nos recentes eventos de estética e cosmética realizados no Brasil, o GHK-Cu se consolidou como um dos ativos mais discutidos entre especialistas, refletindo uma mudança clara de tendência no setor. A chamada estética regenerativa vem ganhando protagonismo, especialmente em protocolos associados a drug delivery, microagulhamento, exossomos e fatores de crescimento.

Para a especialista, um dos diferenciais está justamente na sua capacidade de interação biológica com a pele. Mesmo sem depender de penetração profunda, o peptídeo consegue modular processos importantes nas camadas superficiais e médias da pele, controlando inflamação, regeneração e síntese de colágeno.

Estudos e prescrições de peptídeo de cobre

Análises clínicas com uso tópico apontam benefícios relevantes na melhora de rugas e firmeza da pele, mas pesquisadores destacam que necessidade de pesquisas mais robustas e padronizadas.

Outro ponto que vem exigindo atenção da comunidade científica é o uso indiscriminado do GHK-Cu em formatos sem respaldo regulatório. Atualmente, não existem evidências científicas robustas nem aprovação regulatória para uso oral ou sistêmico da substância.

“É importante reforçar que o uso do GHK-Cu deve ser feito exclusivamente de forma tópica. Não existem estudos clínicos amplos e padronizados que sustentem segurança e eficácia para aplicações sistêmicas ou injetáveis. Existe muito interesse comercial em torno do tema, mas é fundamental separar tendência de evidência científica”, alerta a docente.

Sobre a Faculdade Santa Marcelina

Faculdade Santa Marcelina é uma instituição mantida pela Associação Santa Marcelina – ASM, fundada em 1º de janeiro de 1915 como entidade filantrópica. Desde o início, os princípios de orientação, formação e educação da juventude foram os alicerces do trabalho das Irmãs Marcelinas. Em São Paulo, as unidades de ensino superior iniciaram seus trabalhos nos bairros de Perdizes, em 1929, e Itaquera, em 1999. Para os estudantes é oferecida toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento intelectual e social, formando profissionais em cursos de Graduação e Pós-Graduação (Lato Sensu). Na unidade Perdizes os cursos oferecidos são: Música, Licenciatura em Música, Artes Visuais, e Moda. Já na unidade Itaquera são oferecidas graduações em Psicologia, Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Tecnologia em Radiologia e Tecnologia em Estética e Cosmética. Além disso, há também a opção de cursos na modalidade de ensino a distância, que incluem Administração, Gestão Comercial, Gestão Hospitalar e Gestão de Recursos Humanos.

Foto de Alexander Krivitskiy na Unsplash

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