Instituto Bardi/Casa de Vidro recebe intervenção da artista Lucia Koch e antecipa bloomsday

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A artista multimídia abre a programação do dia com a intervenção na fachada da icônica obra de Lina Bo Bardi e o Estudio Tupi antecipa o Bloomsday, dia dedicado à celebração da obra Ulisses de James Joyce

Os dois eventos acontecem na Casa de Vidro, no sábado dia 15 de junho. O projeto site-specific da artista multimídia Lucia Koch, da Galeria Nara Roesler, consiste na intervenção direta sobre a arquitetura modernista do local, criando um diálogo com a casa através de cortinas em malha estampada.

Entre os destaques, o degradê de cores: gamas de âmbar e azul, recorrentes entre os filtros de correção de cor para cinema, que emulam as variações de temperatura de cor da luz natural ao longo do dia, proporcionando aos visitantes uma nova experiência à medida em que estes se deslocam no espaço e podem observar as alterações de luz e movimento proporcionadas pelas cortinas.

A programação traz também o Finnegans Eve 2019, segunda edição da celebração da obra Ulysses, do escritor irlandês James Joyce, organizado pelo Estudio Tupi. Na Irlanda, assim como em todo mundo, o evento recebe o nome de Bloomsday e acontece no dia 16 de junho, data em que se passa a história que tem como personagem principal Leopold Bloom. Esta é a única celebração dedicada ao personagem de um livro.

A intervenção de Lucia Koch abre ao público das 12h às 15h, com visitas acompanhadas pelo Educativo do Instituto Bardi.

Já o Bloomsday acontece das 15h às 17h, com apresentação o arquiteto Aldo Urbinati sobre a transparência na modernidade com foco nas passagens do personagem [autobiográfico] Stephen Dedalus de Ulysses e sua relação com a “Inelutável Modalidade do Visível”.

Em seguida, a convite do Tupi, Andrea Drigo e As Espiralistas apresentam sua obra “InG: um modo feminino de ouvir a obra InC de Terry Riley de 1964”, exibindo sua composição uma oitava acima do visível daquela “Inelutável Modalidade do audível”, que também complementava o mundo visual de Dedalus.

“As duas propostas revelam o potencial da Casa de Vidro, muito além da arquitetura, e reforça a sua vocação de abrigar diferentes expressões artísticas”, observa Waldick Jatobá, diretor-presidente do Instituto Bardi. Os eventos contam com o apoio da Unifex e são gratuitos.

Programação do dia 15 de junho:
Das 12h às 15h – Abertura ao público da intervenção da artista Lucia Koch
Das 15h às 17h – Antecipando o Bloomsday – talk de Aldo Urbinati com show andrea drigo e as espiralistas

Serviço:
Casa de Vidro
Abertura da exposição – dia 15 de junho / neste dia a entrada será gratuita
Horário – das 12h às 17h
Intervenção de Lucia Koch – de 20 de junho a 31 de agosto
Horário de visitação – De quinta a sábado nos horários de 10h, 11h30, 14h e 15h30.
Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (estudantes, professores, terceira idade e Amigos MASP).
Gratuidade: menores de 10 anos, estudantes da rede pública e professores da rede estadual, guias credenciados, membros ICOM e Amigos da Sociedade de Amigos do Instituto Bardi.
Local: General Almerio de Moura 200 – Morumbi – São Paulo

Informações: 3477.9902
Site: www.institutobardi.org

Sobre a Casa de Vidro
Considerada ícone da arquitetura moderna no Brasil, a Casa de Vidro foi o primeiro projeto construído da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi. O loteamento da antiga Fazenda de Chá Muller Carioba, na região do Morumbi, em São Paulo foi o local escolhido para construção, iniciada entre 1950 e 1951.

A Casa de Vidro, residência do casal Lina Bo e Pietro Maria Bardi por mais de 40 anos, ganhou este nome por sua fachada imponente de vidro que parece flutuar sobre pilares.
O jardim da Casa de Vidro, que ocupa uma área de 7.000 m2, expressa o amor do casal pela riqueza natural brasileira. Cuidadosamente planejado e plantado pela própria Lina, a vegetação rasteira da época transformou-se em floresta particular, com trilhas decoradas com pedras e cacos de cerâmica.

Além de marco arquitetônico, a Casa de Vidro tornou-se ponto de encontro de artistas, arquitetos e intelectuais. Grandes nomes Max Bill, Steinberg, Gio Ponti, Calder, John Cage, Aldo van Eyck e Glauber Rocha encontravam na residência do casal Bardi o espaço ideal para discussões culturais, ideológicas e sociais.

A Casa de Vidro constitui espaço de pesquisa e troca de ideias entre pesquisadores, profissionais e estudantes do Brasil e do exterior. Tombada pelo CONDEPHAAT em 1987, hoje abriga a sede do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi que tem como objetivo promover e divulgar a arquitetura, design, urbanismo e arte popular brasileira, mantendo vivo o pensamento e obra do casal no cenário cultural brasileiro.

Sobre Lucia Koch
Lucia Koch nasceu em 1966, em Porto Alegre. Vive e trabalha em São Paulo. Investiga questões relativas à luz e espacialidade através de intervenções, instalações, fotografias e vídeos, sempre em profundo diálogo com a arquitetura. Suas obras propõem novas formas de percepção do espaço ao explorar o potencial arquitetônico do local em que se inserem, reorientando a compreensão do mundo construído. Participou de diversas bienais, como: I Biennale d’Architecture d’Orléans, Orléans, França (2017); 11ª Bienal de Sharjah, Sharjah, EAU, 2013; 11ª La biennale de Lyon, Lyon, França (2011); 27ª Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil (2006); 2ª, 5ª e 8ª edições da Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (1999, 2005 e 2011); e 8ª Bienal de Istambul, Istambul, Turquia (2003). Integra importantes coleções permanentes de instituições como o Musée d’art contemporain de Lyon (MAC Lyon), Lyon, França, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), São Paulo, Brasil e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Sobre o Estudio Tupi
Fundado em 2004 por Aldo Urbinati, Rafael Ayres e Andrea Bazarian, o Tupi pratica arquitetura através da literatura: “O Tupi escreve o projeto”. Entre os projetos mais relevantes estão: a reforma de 30 casas no centro histórico de Salvador; o plano diretor e hotelaria do parque do Inhotim, em Minas Gerais, a reinterpretação da escadaria do Itamaraty na NK Store, em São Paulo; e, mais recentemente, a reforma da antiga loja Forma, de autoria de Paulo Mendes da Rocha, que completou 30 anos e passou agora a ser a sede da Uniflex Cidade Jardim. Em cada uma destas experiências o projeto foi pensado como uma resposta ao “con-texto” de cada um destes desafios. Para cada uma das obras mais recentes, o Tupi editou um livro texto onde Aldo Urbinati procurou desenhar escrevendo e escrever desenhando a forma daquilo que se construiu. Até aqui foram 3 livros: um para a citação de Oscar Niemeyer na NK, outro para a Re-Forma da Forma de Paulo Mendes da Rocha e, o mais recente sobre como escapar de Jorge Luís Borges enquanto se projeta uma Estância nos arredores de Buenos Aires. O quarto está a caminho: um novo projeto dedicado à presença da arquitetura na obra de James Joyce.

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