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O urologista Dr. Pedro Bastos alerta para a importância do diagnóstico correto e do acompanhamento especializado diante de sintomas persistentes

A ejaculação precoce é caracterizada pela dificuldade persistente ou recorrente de controlar a liberação do sêmen, que ocorre antes do desejado pelo homem ou pelo casal, gerando desconforto, frustração ou prejuízo na vida sexual. Embora muitas pessoas procurem um número exato, não existe um “tempo normal” que sirva para todos os casais.

Dr. Pedro Bastos, médico urologista e andrologista de Juiz de Fora (MG), ressalta que as diretrizes da Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM) consideram que, na forma clássica, a condição costuma ocorrer em aproximadamente até um minuto após a penetração desde as primeiras experiências sexuais. Já na forma adquirida, que surge ao longo da vida, é possível observar uma redução importante do tempo de controle ejaculatório, geralmente para cerca de três minutos ou menos. “No entanto, mais importante do que o relógio é avaliar se existe perda de controle e sofrimento associado ao problema”, alerta.

Apesar disso, ejacular rapidamente em situações pontuais não significa, necessariamente, que o homem tenha ejaculação precoce. “Episódios ocasionais são comuns e podem acontecer em diferentes momentos da vida sexual. Isso porque períodos de maior excitação sexual, início de um novo relacionamento, intervalos prolongados sem atividade sexual, estresse ou cansaço podem levar a uma ejaculação mais rápida sem que isso represente uma doença. Ou seja, para esse tipo de diagnóstico, o quadro precisa ser persistente ou recorrente e causar incômodo significativo ao paciente ou ao casal”, explica.

Muitas vezes, a ansiedade é um dos fatores mais frequentes associados à ejaculação precoce, já que muitos homens entram em um ciclo no qual a preocupação excessiva com o desempenho sexual acaba aumentando a tensão durante a relação, o que reduz ainda mais o controle sobre a ejaculação. Além disso, problemas de relacionamento, baixa autoestima, medo de falhar e experiências sexuais negativas também podem contribuir para o episódio, segundo o urologista.

Embora fatores psicológicos tenham um papel importante, algumas condições clínicas podem contribuir para o problema. Entre as mais frequentemente associadas estão prostatites (inflamação ou infecção da próstata), alterações da tireoide, especialmente o hipertireoidismo, disfunção erétil, doenças inflamatórias do trato genital masculino e alterações em mecanismos neurológicos relacionados ao controle da ejaculação. Vale lembrar que, ao contrário do que muitos imaginam, a deficiência de testosterona não é considerada uma causa clássica de ejaculação precoce”, afirma.

Quando o homem deve procurar ajuda?

A ejaculação precoce pode ocorrer em qualquer fase da vida. A forma primária, que acompanha o homem desde o início da vida sexual, costuma ser identificada ainda na juventude. Já a forma adquirida pode surgir em qualquer idade, inclusive após anos de relações sexuais satisfatórias.

Quando o problema aparece de forma repentina em um homem que sempre teve bom controle ejaculatório, é importante investigar possíveis causas médicas associadas. “O ideal é procurar avaliação quando a ejaculação rápida ocorre de forma frequente, gera sofrimento emocional, prejudica a satisfação sexual ou começa a afetar o relacionamento”, aconselha.

O médico esclarece que é comum muitos homens conviverem com o problema por anos, seja por vergonha ou por acreditarem que não existe tratamento, mas, nos dias de hoje, a ejaculação precoce é uma condição médica reconhecida e que pode ser tratada com excelentes resultados na maioria dos casos.

Para o médico, os melhores resultados do tratamento geralmente são obtidos por meio de uma abordagem individualizada, combinando estratégias médicas e comportamentais de acordo com cada paciente.

As abordagens mais utilizadas no tratamento incluem técnicas comportamentais para melhorar o controle ejaculatório, como, por exemplo, terapia sexual, tratamento da ansiedade quando necessário e medicamentos que atuam nos mecanismos neurológicos da ejaculação, especialmente os moduladores da serotonina. Em alguns casos, também podem ser utilizados anestésicos tópicos para reduzir a sensibilidade peniana. Já quando existe disfunção erétil associada, o tratamento da ereção costuma melhorar significativamente o controle ejaculatório”, finaliza.

Sobre o Dr. Pedro Bastos (CRM-MG 48089 | RQE 31390)

Dr. Pedro Bastos Guimarães Almeida é urologista e andrologista, com formação em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Juiz de Fora e em Urologia pela Santa Casa de Belo Horizonte. É membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e membro da International Society for Sexual Medicine (ISSM), com atuação voltada à saúde masculina e medicina sexual. https://drpedrobastosurologista.com.br

foto: divulgação

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