Atenção com a pele vermelha: ela pode ser sinal de 6 doenças

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Pele vermelha pode ser sinal de diversas condições, desde alergias até doenças mais graves, como Lúpus. Saiba quando procurar um médico e o que fazer para se livrar da vermelhidão

De uma queimadura solar a uma reação alérgica, são muitos os motivos pelos quais a sua pele pode ficar vermelha, inflamada ou irritada. Apesar de nem sempre ser motivo de preocupação, é preciso identificar a causa da vermelhidão, pois o sintoma pode estar relacionado a doenças mais sérias que necessitam de tratamento. Para ajudar, a dermatologista Dra. Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, explicou as principais doenças que promovem a vermelhidão da pele e a quais sinais devemos ficar atentos para identificá-las. Confira:

Dermatite atópica – Também conhecida como eczema, a dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de dermatite. É uma doença crônica que causa inflamação na pele, resultando em lesões avermelhadas que apresentam crostas, coçam e descamam. A causa exata dessa doença ainda é desconhecida, mas geralmente está ligada a predisposição genética ou a outras doenças como asma e rinite alérgica. “A dermatite atópica é mais comum na infância, podendo desaparecer ou piorar com o tempo, e seu tratamento consiste no uso de hidratantes, cremes com corticoides e anti-histamínicos orais visando o controle da coceira e a redução da inflamação da pele. Além disso, é importante também fortalecer a barreira da pele, evitando o contato com substâncias alergênicas como pólen, poeira, areia e produtos de limpeza”, explica a dermatologista.

Rosácea – A rosácea é uma condição que provoca vermelhidão no rosto, com pápulas e pústulas que lembram as espinhas da acne. Ocorrendo principalmente em adultos entre 30 e 50 anos de idade, a causa da condição é desconhecida, mas estudos apontam para uma combinação de fatores hereditários e ambientais que podem desencadear ou agravar a rosácea, como temperaturas altas, exposição ao sol, estresse, álcool ou o uso de corticosteroides e medicamentos vasodilatadores. “Apesar de a rosácea não ter cura, sendo assim necessário o tratamento contínuo da doença, é possível controlar os sintomas através de produtos tópicos que visam a diminuição da inflamação, como metronidazol, ácido azelaico, peróxido de benzoila e retinoides”, completa a médica.

Dermatite Seborreica – A dermatite seborreica é uma inflamação caracterizada pelo surgimento de manchas descamativas e vermelhas na pele em áreas como sobrancelhas, cantos do nariz, orelhas e, principalmente, couro cabeludo. A causa da condição ainda não é totalmente conhecida, mas pode ter relação com a genética e fatores externos, como alergias, situações de estresse emocional e o fungo Pityrosporum ovale. “Por ser crônica, a doença não tem cura. Logo, o tratamento é focado no controle da condição e inclui, na maioria das vezes, o uso de shampoos e cremes que contenham ingredientes como ácido salicílico, alcatrão, selênio, enxofre, zinco e antifúngicos, além de corticoides específicos indicados pelo dermatologista”, afirma a Dra. Thais.

Psoríase – Crônica, autoimune e não contagiosa, a Psoríase é uma doença que faz com que o corpo produza novas células de pele rapidamente, o que leva, consequentemente, ao surgimento de lesões avermelhadas e descamativas, principalmente em áreas como o couro cabeludo, cotovelos, joelhos, pés, mãos, unhas e a região genital. Apesar de ter causa desconhecida, sabe-se que a condição está relacionada ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e ao fator genético. “O tratamento da psoríase consiste na redução da inflamação e na regularização da aparência da pele, o que pode ser feito através da utilização de pomadas e cremes tópico, da fototerapia ou de medicamentos sistêmicos, que são aqueles de uso oral, subcutâneo, intramuscular ou intravenoso”, explica a especialista.

Dermatite de contato – A dermatite de contato, como o nome sugere, é desencadeada pelo contato da pele com alguma substância que provoca uma reação local, com o surgimento de placas vermelhas, coceira, bolhas, inchaço, queimação e ressecamento do tecido ao redor da lesão. “O tratamento convencional para o problema é através do uso de medicamentos na forma de pomadas ou cremes, que serão aplicados diretamente sobre as áreas afetadas. Além disso, podem ser prescritos remédios orais e outras formulações tópicas com antibióticos para evitar o estabelecimento de infecções. Em casos mais sérios, o tratamento pode ser realizado através de fototerapia, procedimento em que são usadas luzes especiais com ação anti-inflamatória e imunossupressora para dar fim a manifestação alérgica”, destaca a dermatologista.

Lúpus – Autoimune, o Lúpus é uma doença em que o sistema imunológico ataca e destrói alguns tecidos e órgãos saudáveis do corpo, o que pode causar vermelhidão e inchaço na pele. “Não há cura definitiva para o lúpus, sendo assim o principal objetivo do tratamento controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença. O dermatologista, por exemplo, pode indicar pomadas, cremes e fotoprotetores para diminuir a vermelhidão e as lesões da pele, trabalhando em conjunto com outros profissionais da saúde para o tratamento geral do lúpus”, afirma a Dra. Thais Pepe.

Segundo a dermatologista, além das doenças, alguns medicamentos, como a hidrocortisona, também podem causar reações, que incluem vermelhidão e queimaduras, se forem utilizados de maneira incorreta. “Independentemente da causa, o mais importante é que, ao notar qualquer alteração em sua pele, você consulte um dermatologista imediatamente. Apenas ele poderá realizar uma avaliação e indicar o melhor tratamento para o seu caso”, finaliza.

Dra. Thais Pepe: Dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

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