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Campanha Maio Cinza alerta para sintomas neurológicos frequentemente normalizados no dia a dia, como dores de cabeça persistentes, lapsos de memória e tonturas

Dor de cabeça constante, esquecimentos frequentes, tonturas recorrentes e alterações na visão costumam ser facilmente atribuídos ao estresse, ao excesso de trabalho ou ao cansaço da rotina. Mas quando esses sintomas passam a se repetir e começam a interferir no dia a dia, o alerta pode ser mais sério do que parece. Em meio à campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce dos tumores e câncer cerebral, especialistas reforçam a importância de não normalizar sinais neurológicos persistentes.

Dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimam que cerca de 11 mil novos casos de câncer do Sistema Nervoso Central (SNC), que inclui cérebro e medula espinhal, surjam por ano no Brasil. Mais de 6 mil desses diagnósticos ocorrem em homens. Segundo o instituto, os tumores do SNC representam entre 1,4% e 1,8% de todos os tumores malignos no mundo, sendo que aproximadamente 88% dos casos atingem o cérebro.

Para a Dra. Sandra Regina Mota Ortiz, especialista em neurologia e professora de Medicina da Universidade São Judas / Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, um dos maiores desafios da doença está justamente na dificuldade de identificar os primeiros sinais.

“Os sintomas neurológicos costumam ser silenciosos no início e facilmente confundidos com situações do cotidiano, como estresse, fadiga ou crises de enxaqueca. O problema é quando esses episódios passam a ter frequência, intensidade ou padrões diferentes do habitual. O cérebro dificilmente ‘avisa’ de maneira óbvia logo nas fases iniciais”, explica.

A especialista destaca que a localização do tumor influencia diretamente os sintomas apresentados pelo paciente. “Uma lesão em áreas responsáveis pela fala pode provocar dificuldades de comunicação. Já tumores em regiões ligadas ao equilíbrio podem causar tonturas e quedas. Em alguns casos, o primeiro sinal é uma convulsão em uma pessoa que nunca teve episódios semelhantes”, afirma.

Sintomas que merecem atenção

Embora os sinais variem de acordo com cada paciente, alguns sintomas exigem atenção especial quando persistem por dias ou semanas. Dores de cabeça contínuas, principalmente ao acordar, alterações na visão, náuseas frequentes sem causa aparente, perda de força em um dos lados do corpo, dificuldades cognitivas e mudanças de comportamento podem indicar alterações neurológicas importantes.

A médica explica ainda que muitos pacientes chegam aos consultórios após ignorarem sintomas aparentemente simples. “Existe uma tendência de normalizar dores de cabeça recorrentes ou lapsos de memória, principalmente em uma rotina acelerada. Mas o cérebro merece atenção especial porque pequenas alterações podem representar processos complexos acontecendo internamente”, diz.

Diagnóstico precoce pode salvar vidas

O diagnóstico dos tumores cerebrais envolve avaliação clínica detalhada, exames neurológicos e testes de imagem, como ressonância magnética e tomografia computadorizada. Em alguns casos, exames complementares ajudam a identificar o tipo e a extensão do tumor.

Para a neurologista, campanhas como o Maio Cinza cumprem um papel essencial ao estimular a população a reconhecer sinais precoces da doença. “Quando falamos em câncer cerebral, muitas pessoas ainda associam o diagnóstico apenas a sintomas extremos. Mas a informação permite identificar alterações antes que o quadro avance. Quanto mais cedo houver investigação, maiores são as chances de intervenção eficaz”, explica.

Tratamento avança, mas informação continua sendo fundamental

O tratamento dos tumores cerebrais varia conforme o tipo, localização e estágio da doença, podendo envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias complementares. Nas últimas décadas, os avanços tecnológicos permitiram procedimentos mais precisos e abordagens menos invasivas, contribuindo para melhores resultados clínicos e recuperação dos pacientes.

Apesar disso, a especialista alerta que o acesso à informação ainda é uma das principais ferramentas de combate à doença. “O medo do diagnóstico faz muitas pessoas adiarem consultas e exames. Mas descobrir precocemente qualquer alteração cerebral aumenta as possibilidades terapêuticas e pode reduzir impactos neurológicos importantes no futuro”, afirma.

Em meio ao Maio Cinza, a orientação dos especialistas é clara: sintomas persistentes não devem ser ignorados. Manter consultas de rotina, realizar exames preventivos e buscar avaliação médica diante de alterações neurológicas são atitudes fundamentais para ampliar as chances de controle da doença e preservar a saúde cerebral.

Sobre a São Judas

A São Judas integra o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima de Educação. Com mais de 50 anos de história, tem Conceito Institucional máximo concedido em 2023 pelo Ministério da Educação (MEC). Com 11 unidades localizadas na Capital, Grande São Paulo e Baixada Santista, conta com mais de 130 cursos de Graduação e Pós-Graduação Lato e Stricto Sensu. A instituição combina qualidade e acessibilidade, tradição e inovação, com o uso de novas metodologias educacionais, laboratórios multidisciplinares de aprendizagem integrada e programas de desenvolvimento de competências socioemocionais. Além disso, o estudante aprende na prática desde o primeiro dia de aula, em seus mais de 200 laboratórios e núcleos de atendimento à população.

Sobre a Inspirali

Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima e é uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos e 15 instituições localizadas em São Paulo, Piracicaba, São José dos Campos e Cubatão (SP), Belo Horizonte e Vespasiano (MG), Salvador, Irecê, Jacobina, Guanambi e Brumado (BA), Florianópolis e Tubarão (SC), Natal (RN) e Tucuruí (PA). As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. Os alunos são incentivados a participarem de ações humanitárias para vivenciarem uma experiência fora de sala de aula e realizam atendimentos, desde as primeiras fases, às comunidades nos 14 Centros Integrados de Saúde (CIS) e diversos hospitais, em parceria com o SUS.

foto: divulgação

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