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Falhas frequentes podem indicar alterações na saúde cardiovascular, hormonal ou psicológica e devem ser avaliadas por um especialista

A disfunção erétil nada mais é do que a incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção com rigidez suficiente para uma relação sexual satisfatória. O problema passa a merecer investigação quando essas dificuldades se tornam frequentes, persistem por algumas semanas ou meses e começam a comprometer a qualidade de vida sexual do casal.

Para o médico urologista e andrologista Dr. Pedro Bastos, é importante destacar que praticamente todo homem pode apresentar uma falha ocasional, principalmente em momentos de estresse, ansiedade, cansaço, privação de sono ou após o consumo excessivo de álcool. Mas, de maneira prática, se mais da metade das tentativas de relação sexual termina com dificuldade de ereção, é hora de acender o alerta vermelho. Isso porque a disfunção erétil não deve ser encarada apenas como um problema sexual, mas também como um possível marcador da saúde cardiovascular masculina.

“Em muitos casos, a doença pode ser um sinal de doenças sistêmicas ainda não diagnosticadas. Os vasos sanguíneos do pênis são menores do que as artérias do coração e do cérebro. Por isso, alterações na circulação costumam se manifestar primeiro na função erétil, antes mesmo do aparecimento de sintomas como dor no peito ou infarto. De forma geral, todo homem com disfunção erétil deve ser avaliado quanto à presença de diabetes, hipertensão, colesterol elevado, obesidade, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. Em alguns casos, a investigação também inclui alterações hormonais e doenças da tireoide”, afirma.

Entre as causas mais comuns da condição, o doutor lista diabetes, hipertensão arterial, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e doenças cardiovasculares, que prejudicam a circulação sanguínea do pênis. Também podem estar envolvidas alterações hormonais, especialmente a deficiência de testosterona em pacientes selecionados, além de doenças neurológicas, efeitos colaterais de alguns medicamentos, cirurgias pélvicas e radioterapia.

“Vale ressaltar que, além das causas orgânicas, fatores psicológicos, como ansiedade de desempenho, estresse, depressão e conflitos no relacionamento, também podem desempenhar um papel importante, principalmente em homens mais jovens”, alerta.

Quando buscar ajuda?

Ao notar os sinais, o ideal é que os homens procurem atendimento quando as dificuldades passarem a ser repetitivas e deixarem de ser episódios isolados. “Se as falhas persistirem por aproximadamente três meses, ocorrerem em mais da metade das relações ou estiverem causando sofrimento emocional ou prejuízo ao relacionamento, já existe indicação para avaliação especializada. Quanto mais cedo a investigação for realizada, maiores serão as chances de identificar fatores tratáveis e evitar a progressão do problema”, indica.

O médico esclarece que manter atividade física regular, controlar o peso, não fumar, moderar o consumo de álcool, controlar diabetes, pressão arterial e colesterol, além de dormir adequadamente, reduz significativamente o risco de desenvolver disfunção erétil. Também é importante procurar ajuda quando houver sintomas persistentes de ansiedade, depressão ou estresse, pois a saúde mental exerce grande influência sobre a função sexual.

“Por fim, a mensagem mais importante é que a disfunção erétil não deve ser encarada como uma consequência inevitável do envelhecimento. Na maioria dos casos, ela pode ser investigada, tratada e, muitas vezes, representa uma oportunidade de diagnosticar precocemente doenças importantes para a saúde do homem”, finaliza.

Sobre o Dr. Pedro Bastos (CRM-MG 48089 | RQE 31390)

Dr. Pedro Bastos Guimarães Almeida é urologista e andrologista, com formação em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Juiz de Fora e em Urologia pela Santa Casa de Belo Horizonte. É membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e membro da International Society for Sexual Medicine (ISSM), com atuação voltada à saúde masculina e medicina sexual. https://drpedrobastosurologista.com.br

foto: divulgação

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