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No Setembro Verde, mês de prevenção ao câncer de intestino, especialista alerta que o constrangimento em falar sobre fezes, gases e diarreia atrasa diagnósticos graves

O brasileiro é conhecido por ser comunicativo, mas existe um assunto que ainda é tratado a portas fechadas: a saúde intestinal. O constrangimento em falar sobre sintomas como diarreia crônica, gases, constipação severa ou alterações nas fezes faz com que milhares de pessoas convivam, por anos, com dor, recorrendo à automedicação. Segundo dados do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), quase 90% dos brasileiros se automedicam1, um hábito perigoso que, no caso das doenças gastrointestinais, dificulta a identificação dos sintomas e atrasa diagnósticos que podem salvar vidas.

O reflexo desse silêncio aparece nas estatísticas oncológicas. O câncer colorretal já é o segundo tipo de tumor mais incidente no Brasil, com estimativa de 54 mil novos casos anuais até 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).2 Muitos desses casos poderiam ser prevenidos ou tratados precocemente com a busca por avaliação médica ao surgimento dos primeiros sintomas. 

“O paciente sente vergonha de relatar ao médico a consistência das fezes, se há sangramento ou se sofre com flatulência. Para evitar o constrangimento, ele vai à farmácia, compra um remédio para parar a diarreia e segue a vida. O problema é que, ao silenciar o sintoma, a doença continua progredindo silenciosamente”, alerta a Dra. Virgínia Almeida, médica gastroenterologista da Ferring Brasil.

Impacto na qualidade de vida e no trabalho

Condições inflamatórias crônicas não diagnosticadas afetam profundamente a qualidade de vida. Pessoas com distúrbios intestinais não tratados frequentemente desenvolvem ansiedade, evitam compromissos sociais (por medo de não haver um banheiro por perto) e sofrem com redução acentuada de produtividade no trabalho.3

“Não é normal normalizar a dor. O intestino é considerado nosso ‘segundo cérebro’, e quando ele não vai bem, o corpo todo adoece. Vemos pacientes, no auge de suas vidas profissionais e pessoais, perdendo qualidade de vida porque sentem vergonha de procurar ajuda especializada. Precisamos normalizar a conversa sobre a saúde digestiva nas famílias, nas empresas e nos consultórios”, reforça a gastroenterologista.

REFERÊNCIAS CONSULTADAS

  1. Site Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade – ICTQ. APROXIMADAMENTE 90% DOS BRASILEIROS REALIZAM AUTOMEDICAÇÃO, ATESTA ICTQ. Disponível em: https://ictq.com.br/farmacia-clinica/3202-aproximadamente-90-dos-brasileiros-realiza-automedicacao-atesta-ictq.%20Acesso%20em:%20abr.%202025. Acesso em: setembro, 2026.
  1. Site Instituto Nacional do Câncer – INCA. INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/noticias/2026/inca-estima-781-mil-novos-casos-de-cancer-por-ano-no-brasil-entre-2026-e-2028. Acesso em: setembro, 2026.
  1. Site DII Brasil. Doença Inflamatória Intestinal e Saúde Mental. Disponível em: https://diibrasil.org.br/doenca-inflamatoria-intestinal-e-saude-mental. Acesso em: setembro, 2026.

Sobre a Ferring

A Ferring é um grupo biofarmacêutico especializado, líder em medicina reprodutiva e saúde materna, gastroenterologia e urologia. Desde 1950, a companhia tem como compromisso ajudar pessoas a construir famílias e a terem uma vida melhor, por meio de soluções inovadoras e desenvolvimento de novas terapias.

Com aproximadamente 6.500 funcionários em 56 países, além da distribuição em 110 países, a empresa global trabalha arduamente para fornecer soluções de saúde personalizadas, integrando produtos farmacêuticos com diagnósticos, dados, dispositivos, educação e serviços de suporte para otimizar os resultados de saúde, sempre orientada pela ciência e confiança no poder da pesquisa.

Com seu comprometimento na causa humana, a Ferring conta com uma responsabilidade social ampla, que conduz os negócios de forma a maximizar os impactos positivos nas comunidades em que atua. Conduz iniciativas que podem fazer a diferença na saúde e na qualidade de vida das pessoas, hoje e amanhã, por meio de parcerias e compartilhamento de conhecimento, como a colaboração com organizações no combate à mortalidade materna.

https://www.ferring.com.br/

foto: Divulgação/ Banco de imagem

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