No Dia Nacional de Alerta contra a doença, especialista da Kora Saúde explica por que a falta de ar e o inchaço nas pernas não devem ser ignorados no dia a dia
Sentir uma fadiga desproporcional após uma pequena caminhada, falta de ar ao deitar ou perceber as pernas inchadas ao final do dia são sinais frequentemente negligenciados ou confundidos com o estresse do cotidiano. No entanto, no próximo dia 9 de julho, quando se celebra o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, a comunidade médica se une para acender um sinal vermelho: esses sintomas podem ser o reflexo de um coração que perdeu a força mecânica e está incapaz de bombear o sangue adequadamente para o resto do corpo.
A preocupação com o diagnóstico precoce ganha ainda mais relevância diante do atual cenário demográfico brasileiro. De acordo com o relatório para a sociedade da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) de 2024, estima-se que a insuficiência cardíaca afete cerca de 26 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, os dados oficiais apontam para aproximadamente dois milhões de pacientes convivendo com a condição, com o surgimento de 240 mil novos casos diagnosticados a cada ano. O avanço dessas estatísticas está diretamente associado a um fator duplo: o envelhecimento da população e a própria melhora nos tratamentos de outras doenças cardíacas, que fazem as pessoas viverem mais, exigindo um cuidado preventivo muito mais rigoroso.
Para o Dr. André Brandão, cardiologista da Kora Saúde, o grande desafio da insuficiência cardíaca é o seu impacto na qualidade de vida e a alta taxa de retorno dos pacientes aos hospitais. O mesmo documento da Conitec revela que, em um período de dez anos, foram registradas mais de 2,5 milhões de internações pela doença no SUS, mantendo uma média alarmante de 233 mil hospitalizações anuais, o que a posiciona como uma das principais causas de reospitalização em todo o país. O médico ressalta que o foco principal deve ser quebrar esse ciclo de idas e vindas à emergência.
“A insuficiência cardíaca não significa que o coração parou de funcionar de vez, mas sim que ele está cansado e precisa de ajuda para trabalhar direito. Quando a pessoa não recebe o diagnóstico no início, ela entra em um efeito bola de neve, onde qualquer esforço bobo sobrecarrega o organismo e gera uma crise aguda que a leva direto para o hospital. O segredo para mudar essa estatística de reinternações é a informação. O paciente precisa aprender a reconhecer os sinais de alerta do próprio corpo e entender que o tratamento evoluiu drasticamente nos últimos anos. Hoje, com os cuidados certos, dá para viver muito tempo e com excelente qualidade de vida“, explica o Dr. André Brandão.
Para quem deseja blindar a saúde do coração e prevenir o avanço da doença, o Dr. André Brandão destaca que a mudança começa com atitudes simples na rotina, como adotar uma dieta baseada em alimentos frescos, reduzir drasticamente o uso de sal no preparo das refeições e evitar o consumo de ultraprocessados, que sobrecarregam o sistema cardiovascular. Além disso, a prática regular de atividades físicas leves e supervisionadas, como caminhadas ou hidroginástica, é uma excelente aliada para fortalecer o músculo cardíaco, desde que combinada com o abandono definitivo do tabagismo e o controle rigoroso de condições pré-existentes, como a hipertensão e o diabetes.
O especialista também reforça que pequenos cuidados de automonitoramento em casa salvam vidas. “O paciente deve criar o hábito de checar o próprio peso diariamente, logo pela manhã, já que um ganho rápido de mais de um quilo de um dia para o outro pode ser um sinal de alerta para a retenção de líquidos no corpo. Ficar atento ao ajuste dos calçados e observar se as meias estão deixando marcas profundas no tornozelo também ajuda a identificar o início de um inchaço, indicando que é hora de relatar o sintoma ao médico antes que ele se transforme em uma crise de falta de ar”, destaca André.
Por isso, vale o lembrete de que o cansaço excessivo não deve ser encarado como algo normal da rotina ou apenas da idade. Para quem deseja proteger a saúde cardiovascular e manter o ritmo de vida sem sustos na maturidade, o caminho mais seguro e definitivo sempre será buscar a avaliação de um médico cardiologista para realizar exames preventivos, identificar os fatores de risco e desenhar uma linha de cuidado focada na longevidade.
Sobre a Kora Saúde
A Kora Saúde é referência em medicina moderna, com um sistema de saúde que acompanha as pessoas em todas as fases da vida. É a maior rede hospitalar privada do Espírito Santo, Ceará e Tocantins, com presença também no Mato Grosso, Distrito Federal e Goiás e segue em expansão, levando tecnologia, excelência hospitalar e resultados sólidos para seus pacientes.
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