Agência reconhece benefício associado ao treino de resistência; suplemento já foi avaliado em 685 ensaios clínicos, com mais de 12 mil participantes
Durante décadas, a creatina esteve diretamente associada às academias, atletas e ganho de desempenho. Agora, o suplemento ganha espaço em outra discussão: força muscular e envelhecimento saudável.
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou uma nova alegação para o ingrediente, direcionada a adultos com mais de 55 anos.
A nova regra permite informar que “o consumo diário de creatina associado ao treino de resistência regular pode aumentar o efeito do treinamento de resistência na força muscular em adultos com mais de 55 anos”.
Até então, a alegação autorizada para a creatina estava relacionada principalmente ao aumento do desempenho físico em exercícios repetidos de curta duração e alta intensidade.
A mudança acompanha uma preocupação cada vez maior com a preservação da força ao longo do envelhecimento. Mais do que uma questão estética, manter músculos fortes está relacionado à capacidade de realizar tarefas do dia a dia, preservar mobilidade, independência e qualidade de vida. Estudos e meta-análises vêm mostrando resultados favoráveis da creatina em adultos mais velhos, principalmente quando a suplementação é associada ao treinamento de resistência.
“A creatina deixou de ser um suplemento associado apenas à performance esportiva. Quando falamos de pessoas acima dos 55 anos, preservar força muscular significa também preservar autonomia e qualidade de vida. A nova alegação da Anvisa reforça uma discussão que já vinha ganhando espaço na ciência”, afirma Aline Goettert, nutricionista e diretora executiva da BRASNUTRI – Associação Brasileira de Suplementos Alimentares.
A creatina também está entre os suplementos mais pesquisados pela ciência. Uma ampla análise de segurança publicada em 2025 reuniu 685 ensaios clínicos e mais de 12 mil participantes. Cerca de 95% dos estudos utilizaram creatina monohidratada e a análise não encontrou diferença significativa na frequência geral de efeitos adversos entre quem recebeu creatina e quem recebeu placebo.
Para a diretora da BRASNUTRI, a ampliação da alegação mostra como o avanço das pesquisas pode modificar a própria regulamentação dos suplementos.
A entidade ressalta, porém, que a creatina não substitui a atividade física: o benefício reconhecido pela Anvisa está associado à prática regular de treinamento de resistência. O movimento reforça uma mudança importante de olhar sobre o envelhecimento saudável, no qual preservar força, mobilidade e independência ganha cada vez mais relevância.
BRASNUTRI
A Associação Brasileira de Suplementos Alimentares, BRASNUTRI consolidou-se como a principal entidade representativa do setor por reunir as empresas protagonistas responsáveis pela maior parcela da produção e comercialização de suplementos no País.
Com o objetivo de atuar na defesa dos interesses do setor, a Associação trabalha no aprimoramento regulatório e na promoção do desenvolvimento sustentável do mercado. Em colaboração estratégica com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o grande desafio da instituição é consolidar o Brasil como referência mundial em segurança e inovação em suplementação.
Em seu corpo diretivo, a entidade conta com Aline Goettert, diretora executiva e mestranda em Nutrição com sólida experiência em Negócios, Produtos, Regulatório e Marketing (com passagens por Nestlé, Integralmedica e Wow Nutrition).
Na frente de Relações Institucionais e Governamentais, a governança conta com o advogado Ubirajara Marques, especialista em Direito Sanitário pela FIOCRUZ e com MBA em Administração Empresarial pela FGV/RJ.
Atualmente, a entidade contempla mais de 60 marcas, que detêm mais de 70% do market share do nicho de suplementos.


