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A inteligência artificial é vista como complemento por 54,2% dos usuários. Apenas 4,4% a escolhem como primeira ferramenta para pesquisar produtos.

O brasileiro aposta na inteligência artificial como o futuro da busca, mas ainda não a trata como substituta no presente. Segundo “O Mapa da Busca no Brasil“, 50% concordam que as ferramentas de IA vão substituir o Google nos próximos anos. Sobre o uso atual, porém, só 16,5% dizem que a IA substitui o buscador ao pesquisar um produto ou serviço. A maioria, 54,2%, afirma que ela complementa a busca, e 26,5% dizem que depende da situação.

O estudo foi conduzido pela Optimiza Marketing, agência de SEO e GEO, com a AB Pesquisas, Insights e Tendências. Foram ouvidos 1.000 consumidores de todas as regiões do Brasil, com foco exclusivo em buscas com intenção de compra. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Expectativa alta, uso intenso

O uso já é significativo: 46,5% são usuários frequentes de IA para pesquisar ou comprar, sendo 23% diariamente e 23,5% algumas vezes por semana. Além disso, 49% concordam que, em muitos casos, a IA traz respostas melhores que o Google.

Mas a IA ainda não é o ponto de partida

Na pergunta espontânea (“qual a primeira ferramenta que vem à cabeça?”), o ChatGPT é lembrado por 2%, contra 64% do Google. Com as opções apresentadas, ferramentas de IA somam 4,4% como primeira escolha. Considerando todas as plataformas usadas na pesquisa de compras, a IA aparece para 18%.

Os principais usos são tirar dúvidas técnicas (45%), resumir avaliações (25%) e obter recomendações personalizadas (24%). Comparar produtos (9%) e buscar cupons (4%) ainda são usos pouco frequentes.

“A IA não está tomando o lugar do Google. Ela está assumindo uma função diferente na jornada: organizar a informação e reduzir a complexidade. O consumidor usa a IA para entender, mas ainda vai ao Google para confirmar”, afirma Júlia Neves, CEO da Optimiza.

O que isso significa para as marcas

O desafio passa a ser duplo: manter relevância no buscador tradicional e garantir que a marca seja citada corretamente quando o consumidor pergunta a uma IA. É o campo do GEO (Generative Engine Optimization), que trata de como marcas aparecem nas respostas de ferramentas como ChatGPT e Gemini.

foto: Rawpixel | Magnific

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