Oscilações hormonais durante o período menstrual e a TPM podem aumentar a sensibilidade à dor e provocar dúvidas nas pacientes
Durante o período menstrual e os dias que o antecedem, quando pode ocorrer a tensão pré-menstrual (TPM), muitas mulheres percebem mudanças no corpo, como dor, inchaço e aumento do volume abdominal. Essas alterações estão associadas às oscilações hormonais típicas dessas fases do ciclo e podem tornar algumas experiências mais desconfortáveis.
Nesse contexto, a realização de procedimentos estéticos pode provocar dúvidas. Há mulheres que relatam maior sensibilidade à dor ao realizar certos tratamentos, o que leva ao questionamento sobre adiar ou não as sessões.
De acordo com a dermatologista Natasha Favoretto, a possibilidade de realizar procedimentos durante o ciclo menstrual depende do tipo de intervenção e da própria paciente.
“Algumas mulheres relatam maior desconforto e sensibilidade à dor nesse período, o que pode tornar aplicações como toxina botulínica, bioestimuladores ou preenchimentos mais incômodas”, explica em suas redes sociais.
Ainda assim, ela afirma que menstruar não é considerado uma contraindicação. O mais importante é que a paciente se sinta confortável, podendo ajustar o protocolo ou até reagendar a sessão, caso julgue necessário.
O mesmo vale para a depilação. Segundo a esteticista especialista em cuidado íntimo regenerativo, Jamille Cruz, muitas mulheres têm dúvidas sobre a realização do procedimento durante a menstruação, mas não existe contraindicação para esse tipo de cuidado.
A profissional destaca que alguns tipos de depilação, como a cera ou fotodepilação a LED, podem ser feitas normalmente durante o ciclo menstrual. “O que acontece é que nesse período a mulher geralmente fica mais sensível, mas isso não impede o procedimento”, explica Cruz em suas redes sociais.
Ela orienta que a cliente informe à profissional sobre o período menstrual antes da sessão, para que a depiladora avalie se o atendimento pode ser realizado naquele momento. Para garantir mais conforto, a recomendação é utilizar absorvente interno, coletor ou disco menstrual durante o procedimento.
Técnicas de massagem podem reduzir desconforto
Enquanto alguns procedimentos podem causar incômodo durante o ciclo menstrual, outros tratamentos corporais podem ser utilizados para aliviar os desconfortos.
Para quem se pergunta quem pode fazer a massagem relaxante ou drenagem linfática, por exemplo, a massoterapeuta Arlene Campelo afirma que ambas as técnicas podem ser realizadas em qualquer período do ciclo, salvo a cliente estiver indisposta, e que inclusive podem ser muito benéficos.
Ela explica que a drenagem linfática é uma massagem corporal voltada para estimular o sistema linfático, favorecendo a absorção de líquidos acumulados nos tecidos e ajudando a reduzir inchaços e dores. Já a massagem relaxante atua principalmente na redução do estresse, mal-estar comum durante a TPM.
A massoterapeuta acrescenta, ainda, que algumas medidas no dia a dia podem ajudar a reduzir os sintomas da TPM. Entre elas estão a prática regular de atividades físicas, o aumento da ingestão de água, a redução do consumo de sal e a manutenção de uma alimentação equilibrada.
Menstruação não impede a realização de cirurgias plásticas
A realização de cirurgias plásticas durante o período menstrual também costuma provocar dúvidas entre pacientes. Segundo o cirurgião plástico Marcelo Reggiani, especialista em mama, abdome e lipo, menstruar não é um impedimento.
“Mas é importante saber que, durante o ciclo menstrual, o corpo passa por variações hormonais que podem deixar a mulher mais sensível, com um pouco mais de inchaço ou desconforto no pós-operatório”, afirma o médico.
Ele destaca, no entanto, que essas mudanças são passageiras e não comprometem a segurança nem o resultado da cirurgia. O que muda é somente a maneira como o corpo reage nas primeiras horas de recuperação.
Por esse motivo, o mais indicado é que a paciente converse com o cirurgião responsável durante o planejamento da cirurgia. “Assim, ele pode ajustar o momento da cirurgia ou apenas orientar sobre como minimizar esses efeitos. Cuidar dos detalhes é o que garante um pós-operatório mais tranquilo e previsível.”
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