Geração Z: como construir uma estratégia de marketing assertiva?

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Renan Cardarello

No enlace mercadológico que estamos vendo atualmente, onde diferentes gerações estão ficando ativas economicamente em um mesmo espaço de tempo, temos um cenário um pouco caótico, no qual marcas têm como público-alvo principal uma determinada geração enquanto, em segundo e terceiro lugar na escala de número de vendas, possuem outras duas gerações distintas representando uma grande parcela das compras.

Nesse sentido, fica claro que a marca deve começar a se preocupar e tentar dialogar com esses outros públicos antes que uma nova empresa abocanhe essa parcela do mercado como seu nicho principal de trabalho. Tendo isso em mente, torna-se necessário compreender os hábitos da geração Z, que são os nascidos entre 1995-2010, de modo a começar a construir campanhas que conversem com esse grupo.

Um dos primeiros pontos que apela às pessoas da geração Z é a questão das causas sociais. Em uma pesquisa intitulada “Família, Futuro e Diversão: conheça as portas de acesso para a Geração Z”, apresentada pelo Google em 2019, dentro do grupo selecionado que respondeu ao questionário, 85% dos indivíduos disseram que têm interesse em causas sociais e preservação ambiental. Dessa forma, uma empresa que apresenta missões, valores e objetivos (possuindo a melhora de algum aspecto social em seu leque) ganha a atenção dessa geração caso comparada com uma outra que não apresente as mesmas bases definidas.

Outro assunto que representa muita importância é a personalização e segmentação para anúncios pagos. Uma vez que temos a situação de múltiplas gerações ativas e entrelaçadas, faz-se necessária a utilização da maior personalização possível no que se refere aos anúncios pagos, de modo que a mensagem chegue ao seu nicho de preferência. Apesar de não ser uma dica que seja voltada somente para a genZ, de fato, essa é uma tática que deve ser aplicada para todo tipo de fragmento de público, uma vez que estamos na era do marketing 5.0, onde a personalização de anúncios, tida como novidade, já passou, e isso deve ficar claro.

Continuando agora com dicas voltadas para a geração Z em específico, podemos ver nessa seção um grande consumo de vídeos no modelo short e conteúdos gerados pelos usuários (UGC). Temos como explicação a constante degradação do tempo máximo de concentração que as pessoas das novas gerações vêm apresentando – já que, em uma pesquisa feita pela American Psychological Association, foi identificado que, desde 2004, o foco das pessoas diminuiu de 72 segundos para 40 na média.

Seguindo na ideia dos shorts, eles são uma ótima opção para empresas de diversos tamanhos, principalmente porque, hoje, temos micro influenciadores que são uma forma muito mais estratégica de trabalhar com essas “celebridades das redes” do que utilizar as pessoas mais famosas para campanhas em massa. Assim, conteúdos que parecem, ou que são autenticamente criados por esses influenciadores, manifestam uma chance muito maior de serem aceitos pelos seguidores.

Tendo em vista a forma natural com a qual a genZ se adaptou e cresceu cercada de tecnologias em evolução, seus integrantes já possuem uma boa versatilidade no tocante à tecnologia e integração do virtual x real. Assim, podemos dizer que grande parte desse grupo de pessoas têm o funil full journey instalado em seu modo de pensar quando fazem compras, com um longo processo de ponderação antes da conversão.

Isso significa que as marcas que visam esse grupo precisam estar utilizando a estratégia omnichannel e estar em todos ou, pelo menos, na maior parte dos pontos de contato pelos quais as pessoas passam ao considerar um produto. Tais pontos são, geralmente, pesquisas no Google, Instagram da loja (análise), YouTube (reviews), e sites de concorrentes (análise de preços, comparação de fretes, etc.).

Em resumo, para conseguir ter uma boa relação de compra e venda com a genZ, as marcas precisam estar alinhadas com alguma causa social, possuir valores, missões e objetivos definidos, apresentar anúncios personalizados, utilizar estratégias com influenciadores ou micro influenciadores que vão entrar em contato justamente com o nicho dos produtos e, por fim, possuir uma variedade de pontos de contato para sempre estar ali, frente a frente com o possível comprador.

Renan Cardarello é CEO da iOBEE, Assessoria de Marketing Digital e Tecnologia.

Sobre a iOBEE:

https://iobee.com.br/

Atuando de forma abrangente com serviços de Google Ads & Meta Ads, SEO, Redes Sociais, Inbound Marketing e mais, a iOBEE é uma assessoria de marketing digital e tecnologia, com serviços que atendem todas as áreas que são vitais para alavancar o faturamento das empresas.

Foto de Zyanya BMO na Unsplash