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Tipo de dor, duração das crises e presença de náusea, sensibilidade à luz ou ao som estão entre os sinais que ajudam na diferenciação

Dor de cabeça está entre as queixas de saúde mais comuns no mundo, mas nem todo episódio tem a mesma origem ou exige a mesma abordagem. Um estudo publicado em 2025 no The Journal of Headache and Pain, com dados de 41.614 adultos de 17 países, estimou que 65% da população mundial entre 18 e 65 anos apresenta algum tipo de cefaleia ao longo de um período de 12 meses.

Entre os quadros mais frequentes estão a enxaqueca, também chamada de migrânea, e a cefaleia do tipo tensional, muitas vezes percebida pela população como uma dor de cabeça comum. Para enxaqueca, a estimativa ficou em aproximadamente 25%, e para cefaleia do tipo tensional, em cerca de 33%. Embora possam apresentar características semelhantes em determinados pacientes, intensidade, duração e sintomas associados oferecem pistas importantes para diferenciá-las.

Dor pulsante e sintomas associados são características da enxaqueca

A enxaqueca é um distúrbio neurológico primário caracterizado por crises recorrentes. Segundo a Classificação Internacional das Cefaleias, uma crise típica sem aura pode durar de quatro a 72 horas quando não é tratada ou quando o tratamento não é bem-sucedido.

A dor costuma ser moderada ou intensa e pode apresentar caráter pulsátil, atingir predominantemente um lado da cabeça e piorar durante atividades físicas rotineiras, como caminhar ou subir escadas. Náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e incômodo com sons também ajudam a caracterizar o quadro.

Alguns pacientes ainda apresentam aura, conjunto de manifestações neurológicas temporárias que podem anteceder ou acompanhar a crise. Alterações visuais, sintomas sensitivos e dificuldades na fala estão entre as manifestações descritas. Nem toda pessoa com enxaqueca, contudo, apresenta aura.

Cefaleia tensional costuma provocar sensação de pressão

A chamada dor de cabeça comum frequentemente corresponde à cefaleia do tipo tensional. Nesse quadro, a descrição mais típica é de pressão ou aperto ao redor da cabeça, semelhante à sensação provocada por uma faixa, podendo haver envolvimento da região do pescoço.

Diferente do padrão clássico da enxaqueca, a cefaleia tensional costuma apresentar intensidade leve ou moderada e não tende a piorar com atividades rotineiras. Náuseas e vômitos também não são características desse tipo de cefaleia.

Observar o padrão ao longo do tempo pode ajudar na investigação médica. Localização da dor, frequência das crises, duração, possíveis fatores desencadeantes e sintomas que aparecem antes ou durante os episódios fornecem informações relevantes para o diagnóstico.

Automedicação frequente pode agravar o problema

Para o tratamento de dores leves ou moderadas, existem diferentes opções disponíveis. Spidufen, por exemplo, contém ibuprofeno arginina em sua composição, segundo a bula oficial. Como ocorre com outros medicamentos, seu uso deve respeitar as indicações, contraindicações e orientações previstas em bula. Caso os sintomas persistam, é recomendável buscar avaliação de um profissional de saúde.

Quando a dor de cabeça exige atenção imediata?

Nem toda dor de cabeça recorrente é enxaqueca ou cefaleia tensional. Uma dor que surge subitamente e com intensidade muito forte, mudança importante no padrão habitual, febre, rigidez no pescoço, confusão, dificuldade para falar ou fraqueza em alguma região do corpo exige avaliação rápida.

Dores novas após os 50 anos ou associadas a alterações neurológicas também estão entre os sinais de alerta citados por especialistas da rede federal de hospitais universitários. A avaliação médica é o caminho para identificar se a cefaleia é uma doença primária ou manifestação de outra condição

foto: iStock

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