Nutricionista do Santa Marcelina Saúde alerta para os sintomas e destaca a importância do diagnóstico precoce
O diabetes é uma das doenças crônicas que mais crescem no mundo e representa um dos principais desafios para a saúde pública. Atualmente, cerca de 16,6 milhões de brasileiros adultos convivem com a doença, segundo o Atlas Global do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF). O Brasil ocupa a sexta posição entre os países com maior número absoluto de pessoas diagnosticadas.
As projeções são ainda mais preocupantes. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, até 2045 cerca de 783 milhões de adultos no mundo poderão viver com a doença — o equivalente a uma em cada oito pessoas. Quando não controlado adequadamente, o diabetes aumenta o risco de complicações cardiovasculares, insuficiência renal, perda da visão, amputações e alterações neurológicas.
Celebrado em 26 de junho, o Dia Nacional do Diabetes tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. A doença é caracterizada pela dificuldade do organismo em produzir ou utilizar corretamente a insulina, hormônio responsável pelo controle dos níveis de glicose no sangue.
Variações da doença: o diabetes tipo 1 ocorre quando o sistema imunológico ataca as células responsáveis pela produção de insulina. É mais frequente em crianças e jovens adultos, o que exige a reposição contínua da substância.
Já o diabetes tipo 2 representa cerca de 90% dos casos e está relacionado principalmente à resistência à ação da insulina. Entre os fatores de risco estão o excesso de peso, obesidade, sedentarismo, histórico familiar e envelhecimento. Um dos maiores desafios é que muitos pacientes convivem com a doença sem o diagnóstico, o que favorece o surgimento de complicações.
Sinais de alerta: entre os principais sintomas do diabetes estão a sede excessiva, vontade frequente de urinar (especialmente durante a noite), fome constante, perda de peso sem causa aparente, cansaço excessivo, visão embaçada, feridas de difícil cicatrização, infecções recorrentes (principalmente urinárias). Além disso, fatores como privação do sono e níveis elevados de estresse também podem prejudicar a ação da insulina e contribuir para o descontrole glicêmico.
Diagnóstico precoce salva vidas: como o diabetes tipo 2 pode permanecer silencioso por anos, a Sociedade Brasileira de Diabetes reforça a importância do rastreamento da doença e recomenda a realização de exames em adultos a partir dos 35 anos, e em pessoas de qualquer idade que apresentem excesso de peso associado a fatores de risco. A identificação precoce permite iniciar intervenções capazes de reduzir complicações, melhorar a qualidade de vida e evitar internações.
Alimentação saudável é uma das principais aliadas: segundo Claudinea Santos Almeida, nutricionista do Santa Marcelina Saúde, a terapia nutricional é um dos pilares fundamentais tanto para a prevenção quanto para o controle do diabetes tipo 2. “A qualidade da alimentação tem impacto direto nos níveis de glicose. Pequenas mudanças nos hábitos diários podem trazer benefícios significativos para o controle da doença e para a saúde como um todo”, afirma.
Atividade física, sono e controle do estresse fazem diferença: a prática regular de exercícios físicos melhora a sensibilidade à insulina, auxilia no controle do peso corporal e contribui para o equilíbrio dos níveis de glicose. Além disso, atividades físicas também ajudam a reduzir o estresse e promovem o bem-estar.
“A pessoa com diabetes pode levar uma vida saudável e ativa quando mantém o acompanhamento médico regular, monitora a glicemia, segue corretamente o tratamento prescrito e adota hábitos de vida saudáveis. O suporte de um nutricionista é essencial para desenvolver estratégias individualizadas e sustentáveis ao longo do tempo”, destaca Claudinea.
Referência no cuidado ao paciente diabético: o Santa Marcelina Saúde conta com uma equipe multiprofissional especializada no acompanhamento e tratamento do diabetes. Somente neste ano, a instituição já atendeu cerca de 1,7 mil pacientes com a doença e realizou aproximadamente 2,1 mil atendimentos relacionados ao seu acompanhamento e controle.
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