Especialista alerta que infraestrutura deficiente pode comprometer o desempenho da inteligência artificial e a experiência do cliente
A inteligência artificial deixou de ser uma tendência para se tornar prioridade na estratégia das empresas. Chatbots, assistentes virtuais e automação de processos prometem aumentar a produtividade e melhorar a experiência do cliente. Mas, para que essas soluções entreguem os resultados esperados, existe um requisito básico que ainda recebe pouca atenção: a infraestrutura.
De acordo com o Cisco AI Readiness Index, 85% das empresas reconhecem que suas redes ainda não estão preparadas para suportar aplicações de inteligência artificial. O levantamento reforça que a infraestrutura continua sendo um dos principais desafios para transformar investimentos em IA em ganhos reais de eficiência e produtividade.
Na prática, isso significa que muitas organizações aceleram investimentos em inteligência artificial sem verificar se a estrutura tecnológica consegue acompanhar essa transformação. Quando a base apresenta falhas, os impactos aparecem justamente onde o cliente mais percebe, que é o atendimento.
Ligações interrompidas, lentidão nos sistemas, instabilidade da rede e equipamentos com baixo desempenho comprometem a operação e fazem com que a inteligência artificial seja responsabilizada por problemas que já existiam antes da sua implantação.
“O cliente não consegue identificar se a falha aconteceu na internet, na rede interna ou no computador do atendente. Para ele, quem falhou foi a empresa. Antes de investir em novas soluções, é fundamental garantir que a infraestrutura esteja preparada para oferecer estabilidade e continuidade ao atendimento”, afirma Marcio Verderio Tahan, CEO da VTCall, empresa especializada em comunicação corporativa, automação e inteligência artificial.
Segundo o executivo, muitas empresas direcionam investimentos para soluções cada vez mais sofisticadas sem responder a perguntas básicas sobre a própria operação. A conexão suporta o volume de acessos? A rede interna está preparada para os canais utilizados atualmente? Os equipamentos oferecem desempenho compatível com as novas aplicações? A equipe consegue trabalhar sem interrupções ao longo do dia?
“Quando uma solução de IA é implantada sobre uma estrutura instável, ela acaba levando a culpa por falhas que não foram causadas por ela. A inteligência artificial potencializa processos, mas depende de uma base sólida para entregar os resultados esperados”, explica.
Para Tahan, preparar a infraestrutura deve fazer parte da estratégia de qualquer projeto de transformação digital. A qualidade da conectividade, da rede corporativa e dos equipamentos influencia diretamente a produtividade das equipes, a continuidade das operações e a experiência do cliente.
“Existe uma corrida pela inteligência artificial, mas nenhuma tecnologia consegue compensar uma estrutura que não está preparada para sustentá-la. Primeiro é preciso garantir estabilidade, disponibilidade e eficiência operacional. Depois, faz sentido adicionar mais inteligência, automação e velocidade”, conclui.
Sobre a VTCall
A VTCall é uma empresa brasileira de tecnologia com mais de 26 anos de atuação, especializada em comunicação corporativa, atendimento inteligente e automação de processos. Suas soluções integram telefonia, canais digitais, omnichannel, dados e inteligência artificial para apoiar empresas na estruturação de operações de atendimento mais eficientes, rastreáveis e orientadas por informação.
Com foco em empresas de médio e grande porte, a VTCall ajuda organizações a modernizar a comunicação com seus públicos, ampliar a visibilidade sobre as interações e otimizar fluxos operacionais, contribuindo para uma experiência mais consistente em diferentes canais de relacionamento.
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