Com mais de 68% das pesquisas no Google terminando sem clique, empresas precisam adaptar sua presença digital para uma realidade em que inteligências artificiais já participam da decisão de compra
A forma como os consumidores encontram empresas na internet está mudando. Se antes uma busca levava o usuário a uma lista de links, mecanismos de busca passaram a entregar respostas cada vez mais completas diretamente na página de resultados, enquanto ferramentas de Inteligência Artificial também assumem um papel crescente na descoberta e recomendação de marcas. Dados da Similarweb apontam que 68% das buscas no Google nos Estados Unidos terminaram sem clique em um site externo entre janeiro e abril de 2026.
Nesse novo cenário, surge o GEO (Generative Engine Optimization), estratégia voltada a aumentar as chances de uma empresa ser mencionada e recomendada por mecanismos generativos. Para Fábio Ventura, CEO da Like Leads, agência especializada em Assessoria de Imprensa e Marketing B2B para o setor de tecnologia e inovação, a mudança exige que as marcas deixem de pensar apenas em posicionamento nos buscadores e passem a construir autoridade em todo o ecossistema digital.
“O SEO continua sendo fundamental, mas ele não é mais suficiente. O SEO ajuda a IA a encontrar uma empresa; o GEO trabalha para que ela tenha informações suficientes e sinais de autoridade para confiar e recomendar essa empresa”, explica.
Segundo Ventura, quatro estratégias podem ajudar as empresas a se tornarem mais relevantes para as inteligências artificiais:
1. Manter consistência em todos os canais digitais
As IAs não analisam apenas o site de uma empresa. Elas cruzam informações disponíveis em diferentes ambientes, como redes sociais, blogs, portais de notícias e plataformas de avaliação.
Por isso, a empresa precisa manter a mesma proposta de valor, descrição dos serviços e posicionamento em seus principais canais. Quando diferentes fontes confirmam as mesmas informações, aumentam os sinais de consistência sobre a identidade e a atuação da marca.
2. Produzir conteúdo original e baseado em dados
Textos genéricos ou que apenas reproduzem informações já disponíveis na internet têm menos potencial de diferenciar uma empresa como fonte. A recomendação é investir em pesquisas próprias, estudos de caso com resultados comprovados, análises de mercado assinadas por executivos e respostas estruturadas para perguntas complexas.
Esse tipo de conteúdo pode ganhar relevância especialmente em sistemas que utilizam mecanismos de busca e recuperação de informações externas para construir suas respostas.
“Se a empresa tem um dado original, uma pesquisa própria ou um case com metodologia e resultados claros, ela passa a oferecer uma informação que não está simplesmente replicada em toda a internet”, afirma o executivo.
3. Transformar a imprensa em ativo de autoridade
A presença em veículos jornalísticos também ganha importância na estratégia de GEO. Segundo Ventura, as inteligências artificiais cruzam informações de diferentes fontes para avaliar a autoridade de uma empresa, e menções em grandes portais, jornais e revistas especializadas podem contribuir para essa validação.
Na prática, uma estratégia de assessoria de imprensa deixa de ter apenas o objetivo de gerar visibilidade para a marca e passa a integrar a construção de autoridade digital.
“Quando dados, executivos e cases de uma empresa aparecem em veículos relevantes, essas menções passam a fazer parte do conjunto de informações que ajudam a construir sua autoridade na internet”, explica.
4. Monitorar reputação e estimular avaliações reais
Não basta controlar o que a própria empresa diz sobre si. As IAs também conseguem interpretar informações produzidas por clientes, como avaliações no Google, depoimentos, plataformas de reviews, fóruns e outras menções públicas.
Por isso, incentivar clientes reais a compartilharem experiências detalhadas pode contribuir para a construção de reputação digital. Quanto mais claras forem as informações sobre problemas solucionados, experiências e resultados, mais elementos o ecossistema digital oferece para validar a atuação da empresa.
“A reputação digital passa a ser parte da estratégia de GEO. Não adianta ter um site tecnicamente perfeito se, quando a IA procura referências sobre a empresa, encontra poucas informações ou sinais negativos”, afirma Fábio.
SEO e GEO caminham juntos
A ascensão do GEO não significa o fim do SEO. Para Ventura, as duas estratégias cumprem funções complementares: enquanto o SEO fornece a base técnica para que os mecanismos encontrem e compreendam um site, o GEO amplia o trabalho de autoridade e relevância necessário para que uma marca seja considerada nas respostas geradas por IA.
A mudança representa uma nova etapa na disputa pela atenção digital. Em vez de competir apenas pela primeira posição de uma página de resultados, empresas passam a disputar espaço dentro das próprias respostas oferecidas pelas inteligências artificiais.
“Não se trata de tentar enganar algoritmos. É sobre construir autoridade de verdade, produzir conteúdo relevante, conquistar reconhecimento na mídia e ter uma reputação consistente no mercado”, conclui.
Sobre a Like Leads
Fundada em 2019 pelo jornalista Fábio Ventura, a Like Leads é uma agência especializada em Marketing e Relações Públicas com foco na construção de autoridade e reputação. O núcleo de PR da Like Leads conta com jornalistas e assessores especializados no atendimento a empresas nacionais, multinacionais e startups de tecnologia, saúde e finanças, atuando em diferentes nichos do setor, principalmente com empresas com DNA de inovação. Para mais informações, acesse Like Leads.
foto: Magnific


