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Fatalidades mostram necessidade de atenção redobrada com radiação e magnetismo

Ressonância Magnética (RM) e Tomografia Computadorizada (TC) estão entre os exames mais avançados e precisos da medicina diagnóstica. Mas, para que esses procedimentos sejam seguros e eficazes, é fundamental que o paciente, e, em alguns casos, até o acompanhante, siga à risca uma série de orientações. Ignorar essas recomendações pode gerar não apenas imagens de baixa qualidade, mas também acidentes graves.

O perigo do metal na ressonância magnética

Diferente da tomografia, que utiliza radiação, a ressonância magnética é feita com base em campos magnéticos de alta potência. Por isso, a presença de qualquer objeto metálico no corpo ou nas roupas pode ser extremamente perigosa.

“A anamnese, ou seja, a entrevista clínica feita antes do exame, é indispensável. É nela que verificamos se o paciente tem próteses, marcapassos, placas ou outros materiais metálicos no corpo que possam representar risco na ressonância”, explica a enfermeira e PhD Marcela Padilha, Suporte Clínico da ALKO do Brasil, indústria farmacêutica voltada à área de diagnóstico por imagem.

Recentemente, casos trágicos ganharam repercussão internacional, como o de um homem nos Estados Unidos que foi sugado para dentro do equipamento de RM por estar usando uma corrente no pescoço, vindo a falecer após o impacto. No Brasil, um advogado morreu baleado acidentalmente dentro da sala de ressonância, após a arma que portava ser puxada violentamente pelo magnetismo da máquina.

Sedação pode ser indicada para pacientes com claustrofobia

A estrutura da máquina de ressonância, que exige que o paciente permaneça imóvel dentro de um túnel estreito e barulhento por vários minutos, pode gerar desconforto ou crises de ansiedade. Nesses casos, é possível realizar o exame com sedação leve, desde que isso seja previamente discutido com o médico responsável.

Quando o acompanhante precisa de avental de chumbo na tomografia?

Já no caso da tomografia computadorizada, que emite radiação ionizante, a segurança também exige cuidados. Se houver necessidade de um acompanhante durante o exame, por exemplo, em pacientes pediátricos ou com necessidades especiais, esse acompanhante deve utilizar avental de chumbo e, quando indicado, protetor de tireoide. Esses equipamentos reduzem significativamente a exposição à radiação.

Além disso, antes da tomografia, é importante informar se o paciente tem alergia a contraste, se faz uso de medicamentos contínuos ou tem problemas renais, informações que impactam diretamente a realização segura do exame.

Mais do que técnica, cuidado e responsabilidade

Ressonâncias e tomografias estão entre os exames mais solicitados em hospitais e clínicas, tanto pela precisão quanto pela capacidade de detecção precoce de doenças. Mas o sucesso e a segurança desses procedimentos dependem de uma preparação cuidadosa, da transparência nas informações e do comprometimento de todos os envolvidos, profissionais e pacientes.

“É um trabalho em conjunto, e quando o paciente entende a importância dessas orientações e se prepara adequadamente, o exame é mais eficiente e, acima de tudo, mais seguro”, reforça Marcela.

Foto de National Cancer Institute na Unsplash

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