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Taxa que mensura os pontos/milhas expirados chega ao menor patamar histórico, com 11,6%

A Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF) divulgou os números do mercado de fidelidade brasileiro referentes ao terceiro trimestre de 2025 (3T25), apontando evolução em diferentes indicadores. Segundo a entidade, os dados são uma clara demonstração de que os brasileiros estão usando mais e melhor os programas. A quantidade de transações realizadas pelos participantes no período cresceu 13,3%, alcançando os 13,6 milhões de operações, considerando atividades como acúmulo de pontos, resgates de produtos e serviços, entre outras movimentações nas contas.

Pontos expirados

Indicador essencial para mensurar o engajamento dos participantes com os programas, a taxa de breakage, que mede a quantidade de pontos/milhas expirados, alcançou o menor patamar no histórico da associação, chegando aos 11,6%. O valor caiu 0,8 pontos percentuais na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

Entre as razões apontadas para a queda histórica estão iniciativas adotadas pelas empresas de fidelização para incentivar a utilização dos programas pelos consumidores. A expansão da lista de parceiros, a ampliação das opções de acúmulo e resgate, assim como promoções e campanhas que ampliam a validade dos pontos são alguns dos exemplos.

Outros indicadores

No mesmo período, o faturamento das empresas de fidelização chegou a R$ 6,59 bilhões, um aumento de 18,3% se comparado ao mesmo período de 2024. Os pontos/milhas acumulados pelos participantes somaram 270,5 bilhões, valor que supera em 15,1% o registrado no terceiro trimestre do ano anterior. E os pontos/milhas resgatados, ou seja, aqueles efetivamente trocados por produtos e serviços cresceram ainda mais, 22,2% na comparação anual, um total de 247,7 bilhões no 3T25.

O destino desse saldo resgatado seguiu a tendência de trimestres anteriores, sendo, em sua maioria, utilizado para a emissão de passagens aéreas – 77% do total. Os demais 23% foram trocados em produtos e serviços não aéreos, que incluem modalidades como descontos e cashback.

Paulo Curro, diretor executivo da ABEMF, afirma que o segmento continua se desenvolvendo no país porque empresas e pessoas estão compreendendo e usufruindo, cada vez mais, do valor da fidelização. “São várias as frentes de expansão do mercado. Consumidores mais engajados, empresas que ampliam e diversificam suas estratégias de fidelidade, novos setores econômicos aderindo à fidelização. Além, é claro, do cenário macroeconômico, que por um lado incentiva consumidores a buscarem alternativas de economia, e por outro leva marcas a procurarem ferramentas que melhorem seus resultados frente à concorrência”, diz.

Sobre a ABEMF

A Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização nasceu em 2014 com o objetivo de debater questões institucionais e regulatórias do setor, representar os interesses de empresas e profissionais, além de fomentar ações para o fortalecimento e aperfeiçoamento contínuo do mercado brasileiro de fidelização.

Fazem parte da entidade doze das maiores companhias do segmento no país: Azul Fidelidade, clube giro, Dotz, Esfera, Juntos Somos Mais, LATAM Pass, Livelo, Mastercard, Orbia, Smiles, Stix e uau CAIXA. Entre as atividades desenvolvidas pela ABEMF estão a divulgação de dados do setor, obtidos por meio de estudos e pesquisas, e a busca por incentivos que beneficiem o mercado e seus associados.

foto: divulgação

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