Um novo modelo de morar, baseado em autonomia, bem-estar e vida em comunidade, começa a ganhar espaço e o mercado precisa acordar para essa mudança.
Nos últimos anos, o termo NOLT passou a circular com força nas redes sociais como uma provocação ao modelo tradicional de moradia para pessoas maduras. Usado no marketing como New Older Living Trend, ele questiona um paradigma ainda dominante: por que o morar na maturidade continua sendo associado à perda de autonomia?
Mais do que um rótulo, o NOLT expressa um desejo cada vez mais explícito entre pessoas 50+: continuar donas da própria vida, vivendo em ambientes que acompanhem sua vitalidade, seus vínculos e seu ritmo e não apenas suas limitações.
O conceito se conecta a uma base internacional sólida. No meio acadêmico e urbanístico, NOLT é reconhecido como Naturally Occurring Retirement Community, um modelo estudado há décadas nos Estados Unidos, Canadá e Europa, associado ao aging in place, à vida em comunidade e à longevidade com dignidade.
Em ambas as leituras, o ponto central é o mesmo: o NOLT não é assistencial, não é institucional e não nasce da dependência. Ele propõe um modelo de moradia voltado a pessoas maduras, ativas e conscientes, que buscam autonomia com segurança, bem-estar integrado ao cotidiano e comunidades formadas por afinidade não por necessidade.
“Morar bem na maturidade não deveria ser uma concessão tardia, mas uma escolha consciente”, afirma Daline Hällbom, CEO da Söderhem Senior Living, empresa 100% focada nesse novo estilo de morar e viver. “O NOLT expressa esse desejo por continuidade de vida, com autonomia, vínculos e ambientes que acompanham o tempo.”
Inspirada por modelos nórdicos de moradia e longevidade especialmente da Suécia, referência global em qualidade de vida a Söderhem nasce com a proposta de traduzir os princípios do NOLT para a realidade brasileira, considerando cultura, clima, cidade e estilo de vida locais.
Diferente da ideia de permanecer na mesma casa a qualquer custo, o NOLT amplia o conceito de aging in place ao reconhecer que o “lugar certo” para envelhecer bem pode mudar ao longo da vida. O foco deixa de ser o apego ao imóvel e passa a ser a qualidade da experiência de morar.
“A Söderhem não propõe um lugar para quando algo falta, mas um lugar que faz sentido enquanto a vida está plena”, diz Daline. “É um lar por escolha, não por necessidade.” Não por acaso, o primeiro projeto da empresa que nasce como a primeira tradução concreta desse novo morar 50+ está em desenvolvimento no Sul do Brasil, em Florianópolis, uma das capitais mais procuradas por quem busca envelhecer com qualidade de vida.
Mais do que lançar produtos, a Söderhem propõe uma mudança de olhar e de comportamento. O Brasil deixa, gradualmente, de ser um país jovem para se tornar um país maduro a exemplo da Europa e o mercado precisa acompanhar essa transformação. É exatamente essa ponte que a Söderhem se propõe a construir.
Daline finaliza: “Mais do que um termo em circulação, o NOLT sinaliza uma mudança cultural profunda. Quando o espaço e a cidade são pensados para o tempo e não apenas para a idade morar se torna parte ativa da longevidade com dignidade.”
Saiba mais:https://www.instagram.com/soderhem.seniorliving/
Foto: Di Rodovalho


