Essa cirurgia tem sido cada vez mais procurada nos consultórios porque faz uma diferença visual importante no rosto, destaca a cirurgiã plástica especialista em longevidade, Dra. Elodia Ávila
A cirurgia de pálpebras, conhecida como blefaroplastia, conquistou o topo do ranking de cirurgias plásticas mais realizadas no mundo, de acordo com dados divulgados pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Pela primeira vez, o procedimento ultrapassou a tradicional lipoaspiração, tornando-se o mais popular globalmente em 2024, com mais de 2,1 milhões de operações realizadas, um aumento de 13,4% em relação ao ano anterior.
Segundo o relatório, a blefaroplastia foi o procedimento mais feito entre os homens, seguida pela ginecomastia e correções de cicatrizes. Entre as mulheres, a lipoaspiração ainda lidera, mas a cirurgia de pálpebras já aparece como a segunda mais procurada, seguida pelo aumento de mama.
Para a cirurgiã plástica e especialista em longevidade, Dra. Elodia Ávila, essa tendência revela um novo olhar sobre os procedimentos estéticos.
“Essa cirurgia tem sido cada vez mais procurada nos consultórios porque faz uma diferença visual importante no rosto. O olhar é uma das áreas mais impactadas pelo envelhecimento e, ao rejuvenescê-lo, o rosto como um todo ganha uma aparência mais descansada e harmônica”, afirma.
O que é a blefaroplastia?
A blefaroplastia é uma cirurgia que remove o excesso de pele e gordura das pálpebras superiores e/ou inferiores, corrigindo flacidez, bolsas de gordura e outros sinais que dão ao rosto um aspecto cansado ou envelhecido. Além dos ganhos estéticos, a técnica também pode melhorar a visão periférica em casos em que a queda da pálpebra superior compromete o campo visual.
A cirurgia é realizada com anestesia local ou geral, dependendo do caso, e utiliza incisões discretas nas dobras naturais da pálpebra superior ou logo abaixo dos cílios na inferior, o que contribui para uma cicatrização praticamente imperceptível.
A ascensão dos procedimentos faciais
A nova edição da Pesquisa Global Anual da ISAPS mostra ainda um crescimento geral nos procedimentos da região da face e cabeça, que somaram mais de 7,4 milhões em 2024, com aumento de 4,3%. Além da blefaroplastia, destacam-se a rinoplastia (com 1 milhão de procedimentos) e o enxerto de gordura facial, que cresceu mais de 19%.
De acordo com a Dra. Elodia Ávila, os avanços na técnica e na precisão cirúrgica têm feito da blefaroplastia uma escolha cada vez mais comum.
“A cirurgia é delicada e rápida, com uma recuperação que costuma ser tranquila. O segredo está na naturalidade do resultado: não é para mudar os traços, mas para devolver ao olhar a leveza e a juventude que o tempo tirou”, explica.“Na maioria dos casos, as marcas ficam escondidas nas dobras naturais dos olhos ou dentro da própria pálpebra, o que proporciona um resultado limpo e esteticamente favorável”.
A nova protagonista da harmonização facial
Com a popularização de procedimentos não cirúrgicos como botox, ácido hialurônico e bioestimuladores, a blefaroplastia vem se firmando como uma aliada da harmonização facial duradoura, especialmente entre pacientes acima dos 40 anos que buscam resultados mais consistentes.
“A cirurgia de pálpebras é, muitas vezes, o que falta para finalizar um conjunto de cuidados com o rosto. Ela traz um ganho expressivo com um gesto pontual”, conclui Dra. Elodia, que vê a blefaroplastia não apenas como uma tendência, mas como um novo padrão de rejuvenescimento facial.
Sobre a Dra. Elodia Avila
Dra. Elodia Avila é uma cirurgiã plástica, formada em medicina pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com visão integrativa e funcional. Tem pós graduação em nutrologia e adequação nutricional e manutenção da homeostase endócrina e é especialista em neurociências. Desenvolveu o método de mamoplastia de realce para as cirurgias plásticas mamárias, que ajuda a modelar mamas com maior projeção, firmeza, contornos bem definidos, com menor tempo cirúrgico e preservando a sensibilidade das aréolas, tudo através da mimetização de próteses com o próprio tecido da paciente. É neurocientista e professora de neurociências pela CPAH. Tem o QI de 141 pontos comprovados e faz parte de grupo de adultos com alto QI GAIA/QI.
Foto de Amanda Dalbjörn na Unsplash


