Especialista analisa como tecnologia passou a guiar eficiência, previsibilidade e competitividade em fábricas
A inteligência artificial (IA) vem se consolidando como um dos principais motores de transformação da indústria global, promovendo ganhos relevantes de produtividade, eficiência e competitividade operacional. Ao integrar sistemas capazes de coletar, processar e interpretar grandes volumes de dados em tempo real, fábricas de diferentes segmentos estão remodelando seus processos e alcançando resultados mensuráveis no desempenho produtivo.
A aplicação da IA na indústria envolve tecnologias capazes de conectar dados de sensores, bancos de dados diversos, planilhas de gestão e controle, compilando essas informações e possibilitando o aprendizado de máquina e análise preditiva. Essas soluções permitem reduzir paradas não programadas, otimizar linhas de produção e antecipar falhas em equipamentos com maior precisão, contribuindo para uma operação mais eficiente e contínua.
Para Diego Nunes, especialista em performance industrial, a adoção da inteligência artificial vai além da automação. “A aplicação de IA na indústria não se limita à execução de tarefas, mas transforma a forma como os dados são utilizados para gerar valor estratégico”, afirma.
Outro avanço relevante é a automação inteligente, que delega tarefas repetitivas a sistemas robóticos e algoritmos, permitindo que os profissionais se concentrem em atividades mais estratégicas e no apoio à tomada de decisões. Esse movimento impacta diretamente a produtividade por unidade de tempo e a qualidade dos processos industriais.
Com a evolução das tecnologias e a redução dos custos de implementação, a inteligência artificial passa a ser vista como um fator essencial para a competitividade industrial. Cada vez mais gestores reconhecem a IA como um dos principais vetores de produtividade futura, sinalizando uma transição consistente rumo à Indústria 4.0, na qual dados e inteligência assumem papel central nas operações.
Nesse contexto, ferramentas como os chamados digital twins ganham destaque. “Os “gêmeos digitais” são réplicas virtuais de processos físicos que permitem simular cenários produtivos, encontrar padrões ideais de produção e otimizar o desempenho antes da tomada de decisões no mundo real”, explica Diego Nunes. A tecnologia amplia a capacidade de planejamento, reduz riscos operacionais e contribui para ganhos concretos de eficiência.
Ao transformar dados em inteligência aplicada, a indústria avança para um modelo mais preditivo, conectado e orientado por resultados. A adoção de soluções baseadas em inteligência artificial deixa de ser uma tendência e passa a ser um diferencial competitivo, permitindo que fábricas operem com mais previsibilidade, agilidade e controle. Nesse cenário, o uso estratégico da tecnologia se consolida como um caminho essencial para elevar a performance industrial e sustentar o crescimento em um mercado cada vez mais exigente.
Sobre Diego Nunes:
Diego Vieira Nunes é executivo e advisor de performance industrial orientada a dados, com atuação internacional em transformação digital, analytics industrial avançado e aplicação de inteligência artificial para ganhos reais de eficiência produtiva. Atua como gerente de engenheiros de soluções e conselheiro industrial, liderando iniciativas que conectam dados industriais à tomada de decisão executiva. Possui formação executiva em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, além de pós-graduação em Gestão de Projetos e Processos, e graduação em Engenharia de Controle e Automação.


