Avanços da medicina regenerativa permitem restaurar cartilagem e mobilidade, reduzindo inflamações e evitando cirurgias em casos de artrose e lesões articulares
Tratamentos com células-tronco despontam como alternativa biológica e promissora para restaurar cartilagem, reduzir inflamações e evitar cirurgias invasivas, segundo o endocrinologista e referência em medicina regenerativa Dr. Tércio Rocha.
A perda de cartilagem é uma das principais causas de dor e limitação articular, atingindo milhões de pessoas em todo o mundo. A degeneração da cartilagem, estrutura essencial para o amortecimento e o movimento das articulações, sempre foi considerada um processo irreversível. Mas os avanços da medicina regenerativa vêm transformando essa realidade.
Segundo o especialista em medicina regenerativa Dr. Tércio Rocha, terapias baseadas em células-tronco mesenquimais estão abrindo uma nova perspectiva para o tratamento de artrose, condromalácia e outras lesões articulares. Essas células, obtidas de fontes como a Geleia de Wharton (presente no cordão umbilical), possuem alta capacidade de regeneração tecidual e podem ser aplicadas diretamente nas áreas afetadas.
“As células-tronco são capazes de identificar áreas inflamadas e degeneradas, migrar até o local e iniciar um processo natural de reconstrução biológica. Elas não apenas reduzem a inflamação, que é a principal causa da dor, mas também estimulam a formação de nova cartilagem, restaurando a função e a mobilidade da articulação”, explica Dr. Tércio.
Como funciona o processo de regeneração da cartilagem
A cartilagem articular é composta por células chamadas condrócitos, que produzem colágeno e proteoglicanos, substâncias responsáveis pela elasticidade e lubrificação das articulações. Quando ocorre desgaste, seja por idade, impacto ou lesão esportiva, o tecido perde sua capacidade de se reparar sozinho.
As células-tronco mesenquimais, quando aplicadas no local, reconhecem o ambiente danificado e liberam fatores de crescimento, que reduzem a inflamação e promovem a regeneração celular. Parte dessas células pode inclusive se diferenciar em novos condrócitos, ajudando a reconstruir o tecido perdido.
Estudos clínicos internacionais já demonstram melhora significativa em pacientes tratados com essa abordagem, com redução da dor, ganho de mobilidade e adiamento da necessidade de prótese. O tratamento é minimamente invasivo e pode ser realizado em regime ambulatorial.
O papel da medicina regenerativa na longevidade articular
O envelhecimento natural reduz a quantidade e a potência das células-tronco presentes no corpo, comprometendo a capacidade de regeneração. A reposição por meio de terapias celulares vem se mostrando uma ferramenta fundamental para preservar a funcionalidade e prevenir limitações motoras em longo prazo.
“A medicina regenerativa representa uma mudança de paradigma: em vez de apenas tratar os sintomas, ela busca restaurar a estrutura e a função original do tecido”, destaca o médico. “Nosso objetivo é oferecer uma alternativa biológica, segura e duradoura para que o paciente possa viver com mais mobilidade e menos dor.”
III Congresso Regenera Brasil
Essa abordagem será aprofundada no III Congresso Internacional de Medicina Regenerativa – Regenera Brasil, que acontecerá de 28 a 30 de novembro de 2025, no Renaissance São Paulo Hotel. O evento reunirá os maiores especialistas nacionais e internacionais da área, com programação intensa e conteúdo aprofundado. Cada palestra trará discussões sobre protocolos clínicos, estudos de caso e aplicações práticas em diversas especialidades médicas, sempre com foco em prevenção, personalização e longevidade.
Sobre o Dr. Tércio Rocha
Dr. Tércio Rocha é médico com mais de 30 anos de experiência e um dos principais nomes da medicina regenerativa no Brasil. Formado em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialização em endocrinologia, tornou-se referência em tratamentos voltados ao equilíbrio hormonal, ao combate do envelhecimento precoce e à restauração da saúde a partir de terapias com células-tronco. Seu trabalho é voltado à prevenção, longevidade e recuperação da vitalidade celular, unindo ciência de ponta com uma escuta atenta e humanizada. Ele é também referência no estudo e aplicação clínica de células-tronco, desenvolvendo protocolos que hoje são reconhecidos no Brasil, na França e nos Estados Unidos. É membro de entidades médicas respeitadas, como a Academia Brasileira Antienvelhecimento, a Academia Internacional de Medicina Antienvelhecimento e a Sociedade Francesa de Medicina Estética e Mesoterapia.
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