Carsharing levanta questionamento sobre “ter” ou “usufruir” de um carro

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Startup do segmento, a Turbi, enfatiza que a solução tem potencial para melhorar a mobilidade em grandes centros urbanos

É melhor ter um carro ou apenas utilizá-lo quando necessário? Esse questionamento tem crescido cada vez mais na mente dos cidadãos, sobretudo nos grandes centros urbanos. O compartilhamento de veículos, ou carsharing, tem despertado essa reflexão, inclusive com potencial para amenizar os problemas de mobilidade urbana. Essa é a intenção da startup de compartilhamento de carros, Turbi, fundada em janeiro de 2017 e com mais de 100 veículos espalhados pela cidade de São Paulo.

Estudos feitos pela Universidade de Berkeley, nos EUA, apontaram que um carro compartilhado pode remover das ruas de sete a onze veículos particulares. Isso significa diminuição de trânsito, poluição e até mesmo aumento do bem-estar dos motoristas e passageiros. “Estamos vivendo a economia do acesso e não mais da posse. O compartilhamento de bens é um modelo muito mais sustentável. A opção demonstra uma atitude individual em prol do coletivo”, afirma Diego Lira, CEO da Turbi.

Outra análise feita com dados da Berkley, concluiu que esse mercado deve atingir U$ 11 bi em 2024. Em 2016, já havia serviços do gênero em 2095 cidades do mundo, totalizando 157 mil veículos e cerca de 15 milhões de usuários. “A economia compartilhada no segmento de mobilidade é vista em diversos aspectos do nosso cotidiano, como a Yellow a Uber, e mesmo a Turbi. O acesso é o que realmente tem valor. As pessoas buscam mais opções de locomoção, e menos problemas com a posse”.

Além disso, há uma tendência à mobilidade multimodal como solucionador de problemas urbanos. Ela nada mais é do que a possibilidade de combinar várias formas de transporte para chegar de um ponto a outro. A instituição de pesquisa Rockefeller Foundation já apontou que para haver uma real sustentabilidade no transporte nas grandes cidades, o sistema multimodal é imprescindível. A aquisição de novos veículos próprios vai contra a ideia, justamente por apenas ampliar o problema do volume de carros nas ruas. É preciso combinar estratégias de locomoção com o aluguel de carros, o compartilhamento, o aluguel de bicicletas ou patinetes, dentre tantos outros.

Vendo por outro lado, ainda há o problema de que definitivamente manter um carro custa caro e demanda muitas obrigações por parte do proprietário. São despesas com IPVA, licenciamento, DPVAT, seguro, revisão e manutenção, lavagem, possíveis acidentes, a depreciação do veículo, estacionamento, combustível e até multas. Tudo isso sem falar no valor da compra, que poderia gerar rendimentos em uma aplicação.

O Clube dos Poupadores, uma plataforma de educação financeira, calculou que comprar um carro popular à vista gera despesas que equivalem ao custo de um outro carro igual só nos primeiros três anos de uso. Quando o carro é financiado, além dos gastos já citados, se paga um outro veículo inteiro somente com juros e taxas para o banco.

E as desvantagens não ficam no só bolso. Em 2015, um material lançado pelo WRI Ross Center for Sustainable Cities, mostrou resultados interessantes no que diz respeito ao impacto do carsharing nos hábitos de deslocamento das pessoas. Em locais onde o modelo é mais comum, além da diminuição de veículos nas ruas, cerca de 44% dos usuários passaram a dirigir menos quilômetros, optando por caminhar, pedalar e/ou usar o transporte coletivo. Esses novos hábitos têm reflexo na saúde, economia e bem-estar das pessoas.

Os benefícios se refletem ainda em ganhos econômicos e sociais para as cidades, por conta da redução do tráfego e da emissão de carbono. Com menos carros nas ruas, há até onze vezes menos poluentes, o que também significa menos problemas climáticos. Muitas empresas já estão abrindo mão das próprias frotas para usar o serviço. Calcula-se que a economia gire em torno de 30%, de acordo com o portal Market Watch. Vários governos também estão criando regulamentações e incentivos ao carsharing. Na China, há locais com estacionamentos preferenciais para quem usa o serviço.

Com essa opção de mobilidade, o cidadão só usa o carro pela praticidade ou pelo prazer de dirigir. É a resolução de um problema pessoal que, no médio e longo prazo, irá amenizar também problemas de mobilidade urbana. “O carsharing já dá muito certo porque é eficiente e poupa as pessoas de muitas preocupações. Não é à toa que a Turbi cresce exponencialmente. Nós oferecemos o que os usuários querem e precisam, sem o ônus de manter um carro”, finaliza Lira.

Sobre a Turbi:

www.turbi.com.br

A Turbi é uma startup brasileira de carsharing, fundada em 2017. A empresa se utiliza de um aplicativo para smartphone que oferece aluguéis de carros para os mais diversos usos, sobretudo cotidianos. Atualmente, a frota da empresa conta com três modelos de carro: HB20 1.6, Nissan Kicks e Mini Cooper S, sendo a única empresa no Brasil a oferecer o último modelo sem limite de quilometragem ou tempo de viagem. Todos os veículos são automáticos, totalizando uma frota de 177 veículos. Atualmente, há 60 pontos de locação espalhados por São Paulo.

Download Android:https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.turbi.turbi

Download Apple: https://itunes.apple.com/br/app/turbi-car-on-demand/id1247668854?l=en&mt=8

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