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Setor cresce puxado por reformas residenciais, biofilia e valorização de acabamentos, com projeção de ter faturado R$ 22,5 bilhões no país em 2025

Desde que se tem memória, é possível notar que o brasileiro tem uma relação histórica de cuidado com a sua casa. Não por acaso, sempre se buscou trocar os móveis com frequência, trocar piso, forros ou até mesmo as cores da parede quando necessário. Ainda mais quando se trata de períodos como o fim e o início de ano, esse que estamos vivendo.

Nesse contexto, uma pesquisa mostra que o Google tem sido uma fonte de buscas sobre novidades nesse segmento.Segundo dados do Semrush, ferramenta de marketing digital que ajuda a metrificar as interações do público tanto com o site das marcas como com o Google, o termo “decoração” soma cerca de 74 mil pesquisas mensais no Brasil.

O resultado cobre os últimos 12 meses e indica um interesse constante por reformas e melhorias residenciais, que em 2026 se manifesta em escolhas mais conscientes, voltadas ao conforto, à funcionalidade e à experiência de morar.

Setor projetou faturamento de R$22,5 bilhões em 2025

De acordo com levantamento citado pela revista Use, com base em estudos da KPMG e dados da Associação Brasileira de Empresas de Design, as vendas de itens ligados ao design crescem a uma taxa média de 8% ao ano e devem ter alcançado um faturamento de R$ 22,5 bilhões em 2025, mantendo trajetória de alta iniciada em 2019.

Esse cenário ajuda a explicar por que reformas residenciais passaram a olhar além da pintura básica. Para 2026, a ideia é que o segmento continue em expansão, olhando para escolhas mais naturais, acolhedoras e funcionais.

   

Fabricantes de tintas, estúdios de design e profissionais de arquitetura indicam caminhos claros que já vêm sendo aplicados nas reformas residenciais:

  • Tons terrosos e neutros quentes

Cores como bege, argila, areia e marrom suave ganham espaço por transmitirem aconchego e atemporalidade. A paleta substitui os brancos frios e cria ambientes mais sensoriais, alinhados à busca por conforto dentro de casa.

  • Verdes inspirados na natureza (biofilia)

Do verde-oliva ao musgo, a presença de tons naturais reforça o conceito de biofilia, que propõe maior conexão entre os ambientes internos e a natureza. A escolha está associada à sensação de bem-estar e equilíbrio visual.

  • Valorização dos acabamentos arquitetônicos

Rodapés mais altos, cantoneiras bem definidas e perfis de acabamento deixam de ser coadjuvantes e passam a integrar o projeto como elementos estéticos. O detalhe ganha função de desenho e contribui para a identidade do espaço.

  • Iluminação integrada com perfis de LED

A iluminação embutida segue como forte tendência, especialmente em sancas, corredores e áreas de convivência. Perfis de LED ajudam a criar cenários, destacar volumes e valorizar materiais, além de oferecer eficiência energética.

Esse movimento reforça a ideia de que reformar não é apenas pintar ou trocar móveis, mas pensar o espaço de forma integrada. Nesse contexto, empresas especializadas em acabamentos, como a Homeney, ganham relevância ao oferecer soluções que unem design, tecnologia e praticidade para projetos residenciais contemporâneos.

Em comum, essas tendências revelam uma mudança clara na forma como o brasileiro se relaciona com a própria casa. As 74 mil buscas mensais por “decoração” não apontam apenas curiosidade estética, mas a tentativa de traduzir novas prioridades, que são conforto, bem-estar e funcionalidade.

É nesse cenário que soluções integradas ganham espaço, refletindo um consumidor mais atento aos detalhes e mais consciente sobre como quer viver seus ambientes

fotos: Vecstock/Freepik/Gerada com IA

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