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Após mais de 4 anos em tratamento, Finnian Garbutt contou sobre a progressão da doença; Especialista fala sobre a prática médica que busca aliviar o sofrimento e oferecer qualidade de vida

O ator irlandês Finnian Garbutt, de 28 anos, conhecido por seu papel na série policial Hope Street, comoveu seguidores ao anunciar que entrou em cuidados paliativos após a progressão de um câncer de pele diagnosticado há mais de quatro anos.

Em uma publicação recente, ele apareceu em um leito de um hospice, instituição especializada nesse tipo de assistência, e compartilhou uma mensagem de despedida e gratidão.

O caso reacende uma discussão ainda cercada de desinformação: afinal, o que são cuidados paliativos e por que eles não significam “desistir” do tratamento?

Mais do que o fim

Mais do que um conjunto de práticas médicas, os cuidados paliativos são uma filosofia de atenção à saúde que busca aliviar o sofrimento e oferecer qualidade de vida a pessoas que enfrentam doenças graves, em qualquer fase do tratamento.

“Cuidar na visão dos Cuidados Paliativos é olhar para o paciente como um todo: corpo, mente, emoções e espírito — e trabalhar para que ele se sinta o melhor possível, em qualquer fase da doença. Não é apenas sobre tratar sintomas físicos, mas sobre acolher a pessoa em sua integralidade”, explica Sarah Ananda, líder nacional da especialidade de Cuidados Paliativos da Oncoclínicas.

Um dos maiores mitos em torno dos cuidados paliativos é associá-los exclusivamente ao fim da vida. “Isso não é verdade. Precisamos desmistificar esse conceito. No cuidado paliativo, sempre há o que fazer pelo paciente, pois não existem limites para isso”, afirma a médica.

Segundo ela, o ideal é que esse acompanhamento seja iniciado logo após o diagnóstico de uma doença grave, e não apenas em estágios terminais. “Os estudos mostram que pacientes que recebem esse acompanhamento de forma precoce vivem melhor e também podem viver mais”, completa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça esse princípio, recomendando que os cuidados paliativos sejam integrados precocemente a tratamentos como quimioterapia e radioterapia, ajudando a compreender e controlar situações clínicas estressantes.

Controle de sintomas e dignidade

No caso do ator, que relatou a rápida progressão da doença, os cuidados paliativos passam a ter um papel ainda mais central: garantir conforto, aliviar sintomas e preservar a dignidade.

Os cuidados paliativos atuam para aliviar sintomas físicos, emocionais e espirituais.
“Fisicamente, ajudamos a controlar a dor, falta de ar, náuseas, insônia e cansaço. No campo emocional, acolhemos ansiedade, medo e tristeza. No espiritual, lidamos com questões de propósito, fé e sentido da vida, porque tudo isso faz parte do ser humano e

impacta diretamente a saúde”, diz.

A abordagem pode acontecer no hospital, em ambulatórios, clínicas especializadas ou em casa, dependendo do desejo do paciente e da família. “Nosso foco é que a pessoa viva com qualidade, de forma digna, confortável e, principalmente, com sentido.”

O papel da escuta e da equipe multiprofissional

Ao compartilhar publicamente sua condição, Garbutt também evidencia a importância do suporte emocional, tanto para o paciente quanto para seus familiares, nesse momento.

A avaliação inicial de um paciente em uma consulta com a equipe de cuidados paliativos é feita com tempo, atenção e escuta ativa. “Buscamos conhecer quem é aquela pessoa, e não apenas a doença que ela tem. É uma conversa acolhedora, que pode envolver familiares ou cuidadores, se o paciente desejar”, detalha Sarah Ananda.

Esse cuidado é, necessariamente, multiprofissional. “Ninguém faz cuidado paliativo sozinho. É um trabalho de equipe. Médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, farmacêuticos e profissionais de apoio espiritual atuam juntos, com olhares complementares, para cuidar de todas as dimensões do ser humano.”

A família também precisa de cuidado

Para a especialista, a família é parte essencial desse processo. “Nos cuidados paliativos, entendemos o paciente e sua família como uma unidade de cuidado. Todos adoecem juntos, cada um do seu modo, e todos precisam ser acolhidos.”

O suporte envolve desde orientação prática até acolhimento emocional e espiritual durante a doença e no luto. “Oferecemos apoio porque o sofrimento não é apenas físico. É também o desafio de ver alguém que amamos doente. Nossa missão é cuidar de todos os envolvidos”, finaliza.

Sobre a Oncoclínicas&Co

A Oncoclínicas&Co, um dos principais grupos dedicados ao tratamento do câncer no Brasil, oferece um modelo hiperespecializado e inovador voltado para toda a jornada oncológica do paciente. Presente em mais de 140 unidades em 47 cidades brasileiras, a companhia reúne um corpo clínico formado por mais de 1.700 médicos especializados na linha de cuidado do paciente oncológico. Com a missão de democratizar o acesso à oncologia de excelência, realizou cerca de 670 mil tratamentos nos últimos 12 meses. Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, a Oncoclínicas segue padrões internacionais de alta qualidade, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica. É parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, e mantém iniciativas globais como a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e a participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice IDIVERSA da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade. Com o objetivo de ampliar sua missão global de vencer o câncer, a Oncoclínicas chegou à Arábia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncológica para um novo continente. Saiba mais em: www.oncoclinicas.com.

Foto: reprodução/ Instagram @finnstagram20

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