Imóvel reconstruído pela marca traduz o luxo em curadoria, execução artesanal e uma linguagem que conecta todos os ambientes
Uma obra de arte pode ser contemplada, colecionada e, na visão de Bruno Zanek, também habitada. Essa é a proposta do apartamento Royal Garden 21, pronto desde o final de setembro e inaugurado na última semana de outubro, após passar por uma reestruturação conduzida pela Zanek. O projeto reúne referências clássicas, interpretação contemporânea e uma curadoria de materiais, mobiliário e detalhes pensados para compor uma criação única.

“Hoje você pode morar numa obra de arte”, afirma Bruno Zanek. A definição traduz a maneira como a marca concebe seus imóveis: a partir de um conceito que orienta as escolhas e estabelece uma relação entre os ambientes. Nesse processo, o luxo se expressa tanto nas peças selecionadas quanto na forma como elas se integram à arquitetura e à vida de quem vai ocupar o espaço.
Para Bruno, a fronteira entre um imóvel muito bem executado e uma criação artística passa pelo trabalho artesanal e pela intenção que sustenta o projeto. “Quanto mais artesanal e mais conceitual, mais nos aproximamos desse caminho. Temos coleções, conceitos por trás delas e edições limitadas”, explica.
No Royal Garden, essa lógica aparece na continuidade da linguagem entre os cômodos. Texturas, tonalidades, volumes e elementos ornamentais participam de uma composição que pode ser percebida ao percorrer o imóvel. Cada escolha precisa fazer sentido dentro do conjunto. “É a forma como pensamos o imóvel, como estruturamos, organizamos, fazemos a curadoria e executamos que constrói essa obra”, diz Bruno.

A seleção reúne marcas reconhecidas no mercado de luxo, criações da própria Zanek e peças de artistas e fabricantes especializados. A busca, segundo ele, envolve referências de diferentes partes do mundo e produtos cujo valor está também na particularidade da execução. Um elemento pode ganhar outra dimensão quando inserido no contexto do projeto, em diálogo com os materiais e as formas ao redor.
O clássico ganha leveza
O Royal Garden integra a coleção Neoclássico, desenvolvida pela Zanek desde 2021. A proposta faz uma releitura do repertório clássico, preservando elementos ornamentais e combinando-os a uma forma contemporânea de ocupar os espaços.
Molduras e detalhes arquitetônicos encontram uma paleta clara, com variações entre branco, cru e creme. A intenção é conferir leveza à composição e permitir que os próprios elementos do imóvel se destaquem, sem uma disputa constante pela atenção.

A escolha também revela a relação de Bruno com as tendências. Ao longo de 18 anos de trabalho, ele afirma ter construído uma linguagem guiada por convicções próprias. “Sou antitendência. Sempre fui assim”, resume.
No Royal Garden, essa posição se traduz em ambientes que exploram nuances, relevos e diferentes superfícies. A proximidade entre os tons deixa espaço para que a riqueza visual apareça nas texturas e no movimento das formas.
Pronto para receber uma história
Embora o imóvel seja entregue com uma composição definida, o projeto considera a chegada de alguém cuja personalidade ainda não é conhecida. Como o futuro morador não participa do desenvolvimento, a base neutra também funciona como uma abertura para suas escolhas.
Um quadro, um vaso ou uma peça que acompanha a família pode encontrar lugar no ambiente e acrescentar uma camada pessoal ao conjunto. “Não sei quem é o cliente que vai chegar, nem qual é a personalidade dele. Então deixo essa liberdade para que possa inserir algo seu no que já está pronto”, explica Bruno.
É nesse equilíbrio entre autoria e acolhimento que a Zanek situa sua proposta de morar. A reestruturação resolve previamente grande parte das decisões necessárias à formação de uma casa, enquanto preserva espaço para os objetos e as referências afetivas de quem vai habitá-la. “A gente busca eliminar a fricção do processo de formação de um lar. A pessoa chega com aqueles pequenos detalhes dela e faz com que aquela casa seja sua”, afirma.
Com a entrega do Royal Garden, a ideia de morar em uma obra de arte ganha uma dimensão cotidiana: uma criação concebida como conjunto, que passa a receber novas histórias a partir da chegada de seu morador.
fotos: divulgação


