Fisioterapeuta e especialista em Pilates, Mariana Dias explica movimentos que podem ajudar a aliviar a rigidez corporal e melhorar a consciência sobre o próprio corpo
Passar horas sentado, trabalhar diante do computador ou permanecer muito tempo no celular pode fazer com que o corpo acumule tensão e perca mobilidade ao longo do dia. Para a fisioterapeuta e especialista em Pilates Mariana Dias, inserir movimentos na rotina pode ser uma forma de estimular a consciência corporal e manter o corpo mais funcional.
Proprietária da unidade do Instituto VOLL em Campinas, Mariana explica que o Pilates trabalha diferentes capacidades físicas de maneira integrada, combinando força, mobilidade, controle e consciência corporal. “Uma pessoa forte e móvel é uma pessoa funcional, e isso tem relação direta com qualidade de vida. O objetivo não é apenas conseguir executar um movimento, mas entender como o corpo se movimenta e desenvolver cada vez mais controle sobre ele”, explica.
A especialista destaca cinco tipos de exercícios que podem ser trabalhados na prática de Pilates:
1. Mobilização da coluna
Movimentos de flexão e extensão da coluna ajudam a trabalhar a mobilidade vertebral e a percepção de cada segmento do corpo. A execução deve ser controlada, respeitando os limites individuais e sem forçar a amplitude.
2. Alongamento e extensão de tronco
Movimentos de alongamento e extensão do tronco promovem o ganho de extensão da coluna e contribuem para a mobilidade dos ombros. Esses exercícios podem ajudar a reduzir a sensação de rigidez corporal associada a longos períodos na mesma posição, favorecendo uma postura mais funcional.
3. Mobilidade de quadril
O quadril participa de diversos movimentos do cotidiano. Trabalhar sua mobilidade pode contribuir para uma movimentação mais eficiente e reduzir compensações durante atividades simples, como caminhar, agachar ou levantar.
4. Ativação do centro do corpo
O chamado core envolve músculos responsáveis pela estabilização do tronco. Exercícios de Pilates que trabalham essa região ajudam a desenvolver controle e estabilidade, sempre respeitando o nível e as necessidades de cada pessoa.
5. Exercícios associados à respiração
No Pilates, a respiração também faz parte do movimento. Prestar atenção ao ritmo respiratório pode ajudar na concentração, no controle dos exercícios e na percepção corporal durante a prática.
Movimento não é sinônimo de dor
Mariana ressalta que os exercícios devem ser adaptados às condições e necessidades de cada pessoa. “Não existe um movimento que precise ser igual para todo mundo. O Pilates permite inúmeras variações e adaptações, justamente porque cada corpo tem uma necessidade e uma história diferente”, afirma.
A especialista também recomenda atenção aos sinais de desconforto. A dor não deve ser encarada automaticamente como indicação de que o exercício está funcionando. Em caso de dores persistentes ou limitações de movimento, a orientação é buscar avaliação de um profissional habilitado.
Mais do que incorporar exercícios isolados, a proposta do Pilates é desenvolver uma relação mais consciente com o próprio corpo.
Foto de Dane Wetton na Unsplash


