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Com pedidos menores e possibilidade de combinar modelos e cores, a alternativa permite testar as primeiras coleções antes de ampliar a produção

Lançar uma marca de moda envolve mais do que desenvolver produtos e construir uma identidade. Para quem está começando, os custos de uma primeira coleção e a necessidade de estruturar uma operação própria podem representar uma barreira de entrada. Nesse cenário, o modelo White Label, que em tradução livre significa “etiqueta branca”, surge como uma alternativa para mulheres que querem empreender na moda com entrada facilitada, terceirizando o desenvolvimento e a produção, inserindo sua própria identidade visual nas peças. É nesse formato que atua a Baunny, confecção especializada em moda fitness premium, que desenvolve e produz coleções de acordo com a identidade de cada marca.

A possibilidade de ingressar sem precisar de grandes investimentos ganha relevância diante do avanço do empreendedorismo feminino no país. Mais de 2 milhões de MEIs e micro e pequenas empresas liderados por mulheres foram abertos no Brasil em 2025, segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal. O número corresponde a cerca de 42% dos 4,96 milhões de novos pequenos negócios registrados no país no período. Entre os MEIs, as mulheres responderam por 1,6 milhão de novos registros.

Esse movimento também encontra espaço em um mercado que vem ampliando sua presença no Brasil e no exterior. Segundo o Estudo do Mercado Potencial de Moda Praia e Esportiva/Fitness 2026, do IEMI, os Estados Unidos concentram 34,5% das exportações brasileiras de moda esportiva e fitness em valor, mostrando a relevância do mercado internacional para o segmento. O levantamento também aponta que o Brasil é o segundo país do mundo em número de academias, atrás apenas dos Estados Unidos, fator que contribui para sustentar a demanda por roupas voltadas à prática esportiva. O estudo destaca ainda a força brasileira em design, materiais, modelagem e inovação, atributos que vêm ajudando a posicionar a produção nacional no mercado global.

Produção personalizada atrai empreendedoras no Brasil e exterior 

Com um mercado que combina forte demanda interna, potencial de exportação e novas oportunidades de consumo, também aumenta o interesse de empreendedoras em lançar negócios próprios no segmento. Na Baunny, as clientes podem personalizar aspectos como modelos, cores e etiquetas, enquanto a empresa conduz o desenvolvimento e a fabricação das peças. Atualmente, a operação atende cerca de 300 empresas no Brasil e no exterior.

Um dos diferenciais está na flexibilidade para montar a primeira coleção. “Hoje, o pedido parte de cerca de R$ 5 mil, mas a empreendedora pode combinar diferentes modelagens dentro desse valor. A mesma flexibilidade se aplica às cores disponíveis em estoque, permitindo criar uma coleção mais diversificada sem precisar concentrar o pedido em uma única opção”, explica Camila Hathy, cofundadora e diretora de comunicação da Baunny.

A estratégia também permite acompanhar a evolução das marcas conforme elas ganham mercado. “Cerca de 80% das clientes começaram com pedidos menores e, conforme a marca cresceu, passaram a aumentar a produção. Em média, esses pedidos evoluíram de 50 peças para 100 peças após 2 meses”, afirma Camila. Desde o início da operação White Label, em 2025, o modelo registrou crescimento de 1400%.

Além dos números da operação, a Baunny identifica mudanças no perfil de quem procura a produção terceirizada. “Quando começamos, atendíamos cerca de cinco marcas. Hoje, já são mais de 300 empreendedoras de diferentes regiões do Brasil, além de clientes no exterior. A procura por novos negócios cresceu 900% entre 2025 e 2026, e temos percebido um perfil cada vez mais claro entre nossas clientes, mulheres que estão deixando o trabalho formal ou a profissão em que se formaram para empreender. Muitas chegam até nós para lançar a primeira coleção de suas marcas fitness, vindas de diferentes áreas. É um público bastante diverso, mas com o mesmo objetivo de começar um novo negócio”, conta Raissa de Albuquerque, cofundadora e diretora de operações da empresa.

Para as sócias, a procura mostra que a terceirização da produção pode funcionar como uma porta de entrada para mulheres que querem testar uma ideia antes de ampliar a estrutura do negócio. “Muitas chegam até nós justamente porque encontram dificuldades para viabilizar a produção, seja pelo investimento inicial necessário, pela dificuldade de encontrar uma empresa que atenda a volumes menores ou pela falta de estrutura e conhecimento para desenvolver e fabricar as primeiras peças da marca”, explica Raissa.

Sobre a Baunny

Criada em Curitiba (PR), a Baunny atua no desenvolvimento e na produção de moda fitness premium para o mercado B2B, com foco em soluções de White Label. A empresa iniciou suas atividades em 2025 para atender negócios que buscam desenvolver coleções próprias sem precisar estruturar uma operação fabril. Hoje, oferece um catálogo de modelos já desenvolvidos e testados, que podem ser escolhidos pelas marcas e adaptados à identidade de cada coleção, além de trabalhar com tecidos de posicionamento premium e recursos como proteção UV. A Baunny atende cerca de 300 marcas no Brasil e no exterior, com clientes em mercados como Estados Unidos, Uruguai e Dubai.

foto: Victor Coutant

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