Grupo Dfense lista cuidados para evitar fraudes em compras online durante uma das principais datas do varejo
Com a proximidade do Dia dos Pais, milhões de brasileiros intensificam as compras em lojas virtuais, marketplaces e redes sociais. O aumento do volume de transações também amplia a atuação de cibercriminosos, que aproveitam o senso de urgência típico das datas promocionais para aplicar golpes envolvendo falsos vendedores, links maliciosos e páginas fraudulentas. Esse cenário já se reflete no comportamento das fraudes digitais registradas no país.
Golpes praticados por falsos vendedores em sites legítimos de e-commerce, como marketplaces, são hoje a principal causa de perdas financeiras entre vítimas de fraudes digitais no mundo, segundo pesquisa global da TransUnion, que ouviu mil consumidores brasileiros. O levantamento aponta que essa modalidade foi responsável por prejuízos para 24% das vítimas. Entre os entrevistados que relataram ter sofrido algum tipo de fraude, o phishing lidera as ocorrências, citado por 33%, seguido pelo smishing, modalidade baseada no envio de mensagens de texto fraudulentas, com 28%
O estudo também revela que a segurança é um fator determinante para a decisão de compra. Segundo a pesquisa, 77% dos consumidores afirmam considerar a proteção de seus dados pessoais um aspecto importante na hora de escolher onde realizar uma transação online.
Para Rodolfo Almeida, COO da ViperX, empresa de cibersegurança do Grupo Dfense Security, datas comemorativas representam um dos períodos mais favoráveis para a atuação de criminosos justamente porque alteram o comportamento do consumidor.
“O maior risco não está apenas na tecnologia utilizada pelos criminosos, mas na forma como eles exploram o comportamento humano. Em datas como o Dia dos Pais, as pessoas compram com mais rapidez para aproveitar promoções ou garantir a entrega dentro do prazo. Essa sensação de urgência reduz o nível de atenção e facilita ataques baseados em engenharia social, sem que o criminoso precise recorrer a técnicas sofisticadas.”
Segundo o especialista, os golpes atuais estão cada vez mais difíceis de identificar visualmente. “Hoje, o consumidor precisa desconfiar menos da aparência da oferta e prestar mais atenção à origem da informação. Um anúncio pode parecer legítimo, uma mensagem pode exibir o logotipo da empresa e um site pode ser praticamente idêntico ao verdadeiro. A diferença costuma estar em pequenos detalhes, como o endereço da página, o remetente da mensagem ou a reputação do vendedor.”
Diante do aumento das tentativas de fraude, Rodolfo Almeida recomenda algumas medidas simples que reduzem significativamente o risco de prejuízo.
- Desconfie de promoções muito abaixo do preço de mercado
Ofertas com descontos exagerados podem ser utilizadas para atrair consumidores para páginas falsas ou vendedores mal-intencionados. Antes de comprar, pesquise a reputação da loja, confira avaliações de outros consumidores e compare o preço em diferentes sites. Em marketplaces, também vale conferir a reputação e o histórico do vendedor parceiro.
- Não clique em links recebidos por mensagem
Cupons de desconto, promoções especiais e falsas notificações de entrega podem chegar por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagem. Mesmo quando a comunicação parece legítima, o ideal é não acessar o link diretamente. O mais seguro é acessar diretamente o site ou aplicativo oficial da empresa.
- Verifique o vendedor antes de criar uma conta ou comprar
Antes de fornecer nome, telefone, endereço, CPF ou informações de pagamento, confirme se o site é legítimo e se a empresa possui canais oficiais de atendimento. Em marketplaces, verifique também as avaliações e o histórico do vendedor.
- Use senhas fortes e diferentes para cada loja
Reutilizar a mesma senha em diferentes sites aumenta o impacto de um eventual vazamento. O levantamento aponta que os ataques de Account Takeover (ATO), quando criminosos assumem o controle de contas existentes, tiveram aumento de 37% na taxa global de suspeita entre 2024 e 2025.
- Ative a autenticação de dois fatores
Sempre que disponível, a autenticação de dois fatores (2FA ou MFA) deve ser ativada nas contas de e-commerce, e-mail, bancos e aplicativos utilizados com frequência. A medida adiciona uma segunda etapa de verificação e dificulta o acesso de criminosos mesmo quando uma senha é descoberta.
Caiu em um golpe? Saiba o que fazer
Mesmo com os cuidados, golpes podem acontecer. Caso o consumidor identifique uma compra ou movimentação suspeita, é importante:
- Entrar em contato imediatamente com o banco ou instituição financeira para contestar transações e bloquear cartões ou contas comprometidas;
- Alterar as senhas das contas que possam ter sido afetadas;
- Ativar ou reforçar a autenticação em dois fatores;
- Guardar e-mails, mensagens, comprovantes, capturas de tela e demais evidências do golpe;
- Registrar um Boletim de Ocorrência;
- Monitorar extratos bancários e outras contas para identificar novas movimentações suspeitas.
foto: divulgação


