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Esculturas integradas ao paisagismo agregam identidade, emoção e contemplação aos espaços, como demonstra o Jardim Respiro, de Ana Lui da Arquitetura da Paisagem e Karen Marini, na CASACOR São Paulo 2026

A integração entre arte e paisagismo vem se consolidando como uma das principais tendências nos projetos contemporâneos de áreas externas. Mais do que elementos decorativos, esculturas e obras de arte passaram a ocupar papel central na composição dos jardins, criando experiências sensoriais, ampliando significados e fortalecendo a conexão emocional entre as pessoas e os espaços.

Na CASACOR São Paulo 2026, essa tendência pode ser observada logo na chegada dos visitantes. O Jardim Respiro, espaço de entrada da mostra assinado pela paisagista Ana Lui, da Arquitetura da Paisagem, e pela arquiteta Karen Marini, da Leve Paisagismo, incorpora a escultura “Geometria da Alma”, do artista plástico Luhly Abreu, como elemento protagonista do ambiente.

Com 2,20 metros de altura, a obra estabelece um diálogo direto com o conceito do espaço e com o tema da mostra, “Mente e Coração”. Produzida em aço carbono com acabamento em dourado mel envelhecido, a escultura explora a dualidade entre razão e emoção por meio da combinação de formas geométricas e orgânicas.

Segundo Ana Lui, a presença da arte em jardins amplia as possibilidades de percepção do espaço. “Quando a obra é pensada em sintonia com a vegetação e com a arquitetura, ela deixa de ser apenas um objeto inserido no ambiente e passa a fazer parte da narrativa do projeto, despertando sensações, memórias e promovendo novas formas de interação”, afirma.

Para Karen Marini, a integração entre arte e paisagismo contribui para tornar os espaços externos ainda mais humanos e contemplativos. “Os jardins contemporâneos não são apenas espaços verdes. Eles são ambientes de permanência, encontro e bem-estar. A arte potencializa essa experiência, criando pontos de contemplação e reforçando a identidade do projeto”, destaca.

No Jardim Respiro, a escultura foi posicionada estrategicamente como um marco visual logo na entrada da CASACOR São Paulo. Cercada por espécies majoritariamente nativas brasileiras, a obra interage com a luz natural ao longo do dia, produzindo diferentes jogos de sombra e reflexos, tornando a experiência dos visitantes dinâmica e mutável.

Para o artista Luhly Abreu, a proposta foi criar uma obra capaz de dialogar com a natureza e com as emoções humanas. “Nossas raízes são o berço de emoções fluidas. A mente, como uma colmeia, organiza essa energia para que possamos florescer. Esta obra é um convite para que o visitante pare, respire e encontre seu próprio centro antes de adentrar o universo da CASACOR”, explica.

A presença de obras de arte em projetos paisagísticos evidencia uma mudança no olhar sobre os espaços externos, que passam a ser concebidos não apenas para contemplação da natureza, mas também como territórios de expressão artística, sensorialidade e conexão.

fotos: divulgação

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