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GHK-Cu, conhecido como “peptídeo de cobre”, começa a aparecer em tratamentos voltados para firmeza da pele, linhas finas e saúde capilar em meio ao crescimento do mercado de beleza regenerativa

Se há alguns anos os ácidos dominaram o universo da beleza, agora um novo ativo começa a chamar atenção dentro do mercado de skincare avançado: o GHK-Cu, conhecido como peptídeo de cobre.

Ainda pouco conhecido fora dos consultórios e farmácias de manipulação, o ingrediente vem sendo apontado por especialistas como uma das apostas da chamada cosmetologia regenerativa, tendência que cresce no Brasil impulsionada pela busca por tratamentos menos agressivos e mais focados em prevenção, estímulo celular e envelhecimento saudável.

O movimento acompanha um mercado em expansão. Segundo a consultoria Grand View Research, o setor global de skincare deve ultrapassar US$ 220 bilhões até 2030. Já a Mintel aponta que mais de 60% das consumidoras da geração millennial buscam produtos com benefícios multifuncionais e tecnologias avançadas para pele e cabelo.

Dentro dessa nova lógica, ativos capazes de estimular mecanismos naturais do organismo passaram a ganhar protagonismo.

“O consumidor está muito mais informado hoje. Ele quer entender o que está usando, como funciona e quais resultados aquele ativo pode entregar de verdade”, explica Fabíola Faleiros, farmacêutica da La Pharma.

Segundo ela, o GHK-Cu começou a ganhar espaço justamente porque atua além da hidratação superficial.

“É um peptídeo que participa da comunicação celular e auxilia no estímulo de colágeno, firmeza e regeneração da pele. E o interessante é que ele também vem sendo usado em protocolos capilares, ajudando a equilibrar o couro cabeludo e favorecendo a saúde dos fios”, afirma.

O ativo não é exatamente novo. Descoberto nos anos 1970, o GHK-Cu passou décadas restrito a estudos científicos e aplicações mais específicas. Nos últimos anos, porém, voltou ao radar da indústria da beleza após pesquisas relacionadas ao envelhecimento cutâneo e medicina regenerativa.

Um estudo publicado no Journal of Cosmetic Dermatology observou melhora na qualidade da pele e redução visível de linhas finas em pacientes que utilizaram formulações com peptídeos de cobre de forma contínua. Outro fator que impulsionou o crescimento do ativo foi o boom do chamado “skin longevity”, conceito ligado à preservação da saúde da pele ao longo dos anos.

Nas redes sociais, o tema também ganhou força. Apenas no TikTok, conteúdos relacionados a “copper peptides” acumulam milhões de visualizações, principalmente entre mulheres interessadas em rotinas anti-idade mais sofisticadas e menos agressivas que os tratamentos tradicionais.

Para Fabíola, outro diferencial está na personalização das fórmulas.

“Hoje conseguimos associar o GHK-Cu a outros ativos conforme a necessidade de cada paciente. Não existe mais aquela ideia de um único creme para todo mundo. A manipulação permite criar tratamentos mais direcionados para textura, flacidez, sensibilidade ou até cuidados capilares”, explica.

A tecnologia utilizada nas formulações também passou a fazer diferença. Segundo a farmacêutica, a utilização de nanopartículas ajuda a potencializar a absorção do ativo e melhorar sua estabilidade.

“Os ativos evoluíram muito, mas a tecnologia de entrega também evoluiu. Em alguns casos, a forma como o ingrediente chega até a pele é tão importante quanto o ingrediente em si”, afirma.

O crescimento desse tipo de produto acompanha ainda uma mudança de comportamento no consumo de beleza. Dados da McKinsey mostram que consumidores estão investindo cada vez mais em autocuidado de longo prazo, priorizando produtos ligados à saúde, prevenção e bem-estar, e não apenas à estética imediata.

“Existe uma preocupação maior em envelhecer bem e manter a qualidade da pele ao longo do tempo. O skincare deixou de ser apenas uma tendência estética e passou a fazer parte da rotina de autocuidado e saúde”, finaliza Fabiola.

foto: iStock

 

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