Com aportes milionários e o objetivo de superar o impacto econômico do Catar, o setor de hospitalidade mexicano adapta seus serviços para receber mais de 5,5 milhões de turistas
A contagem regressiva para a maior Copa do Mundo da história, realizada em três países – México, Canadá e Estados Unidos -, já começou. O setor hoteleiro do México, primeiro país do mundo a sediar o torneio pela terceira vez, está no centro de uma transformação bilionária. Com a expectativa de receber milhões de torcedores, as três cidades-sede – Guadalajara, Monterrey e Cidade do México – não só reformaram seus estádios, mas redesenharam toda a experiência de hospitalidade para atender a um fluxo sem precedentes de turistas internacionais.
Sustentado pelo sucesso da última edição do evento no Catar, em 2022, o otimismo mexicano conta com números sólidos para se apoiar. Ao final do evento daquele ano, o Catar registrou mais de um milhão de visitantes únicos. A expectativa mexicana é superar esses resultados, com um forte impulso vindo da tradição futebolística do país. Para 2026, apenas no México, a presidente do país, Claudia Sheinbaum, projeta a chegada de cerca de 5,5 milhões de turistas. O aumento se deve a diversos fatores, entre eles a ampliação do número de seleções que disputam a copa – eram 32 em 2022 e serão 48 em 2026 – e do número de partidas disputadas, que sobe de 64 em 2022 para 104 este ano. Todo esse contingente deve gerar um aumento significativo na ocupação hoteleira, com alta probabilidade de alcançar picos de 95% a 100% nas cidades-sede durante os dias de jogos.
Além do aumento no fluxo de visitantes, o legado financeiro do evento também será significativo. De acordo com a Femexfut, espera-se um impacto econômico de US$ 1 bilhão apenas no setor turístico (hotéis, restaurantes, agências de viagens, etc.). No total, considerando outras receitas derivadas da Copa do Mundo, a Femexfut prevê um faturamento de US$ 3 bilhões (mais de R$ 16 bilhões).
Hotelaria aquecida rumo à Copa
Receber um volume tão grande de pessoas exige investimentos massivos. Apenas na Cidade do México, a projeção é de pelo menos 3,3 mil novos quartos antes do torneio, segundo estimativas do Fundo Misto de Promoção Turística da capital. Em Guadalajara, a Secretaria de Turismo estadual projeta um investimento de cerca de US$ 550 milhões em hotelaria. Monterrey não fica atrás, com uma expectativa de US$ 83 milhões em investimentos para o setor.
Um dos principais players do mercado mexicano, com 16 propriedades distribuídas pelo país, a Minor Hotels Europe & Americas é uma das redes que se prepara desde o ano passado para receber os torcedores. A companhia opera no México com marcas de reconhecimento internacional como NH Hotels, NH Collection e Avani. Para o diretor do NH Collection Mexico City Reforma, Cristian Varela, “a Copa do Mundo 2026 não é apenas um evento esportivo para nós, mas o maior catalisador de visibilidade internacional que o México terá nesta década. Junto com os demais hotéis da Minor Hotels Europe & Americas, estamos trabalhando para garantir que nossas propriedades não sejam apenas um lugar de descanso, mas uma extensão da celebração do Mundial”.
Ele explica que uma das medidas da rede é a implementação de adaptações específicas para o perfil do torcedor contemporâneo. “Estamos adaptando nossos serviços e espaços para atender a um público multicultural. Isso inclui desde o treinamento intensivo de nossas equipes em diversos idiomas até a flexibilização dos horários de alimentos e bebidas, criando menus temáticos e zonas de ‘fan engagement’ dentro de nossas unidades na Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. O objetivo é que o fluxo de turistas seja ágil, utilizando tecnologias de check-in digital para evitar filas e garantir que o foco do hóspede esteja na experiência no estádio”, detalha.
E a influência da Copa 2026 no fluxo de turistas já começa a ser sentida muito antes do apito inicial. A rede observa um aumento na demanda por reservas individuais e de grupos organizados que buscam garantir as melhores localizações. Essas buscas já superam as feitas nos mesmos meses de 2025. “O Mundial antecipa o ciclo de planejamento das viagens. Isso nos permite otimizar nossa logística e garantir que a infraestrutura, como Wi-Fi de alta velocidade para transmissões ao vivo e serviços de transporte coordenados, esteja pronta para suportar o pico de demanda”, complementa o diretor.
O legado do evento para a hotelaria mexicana promete ir além dos benefícios imediatos. O investimento em tecnologia, treinamento de pessoal e infraestrutura de luxo elevará o padrão de serviço do país, consolidando o México como um destino de elite para o turismo de eventos globais. Com os olhos do mundo voltados para o Estádio Azteca e para as vibrantes ruas de Guadalajara e Monterrey, os hotéis do país já “jogam para ganhar”, garantindo que a hospitalidade mexicana seja tão inesquecível quanto os gols marcados em campo.
Sobre a Minor Hotels
Com mais de 560 hotéis, resorts e residências em 57 países, a Minor Hotels é líder global na indústria hoteleira. O grupo oferece experiências inovadoras e memoráveis por meio de suas oito marcas – Anantara, Avani, Elewana Collection, NH, NH Collection, nhow, Oaks e Tivoli – além de um portfólio diversificado de restaurantes, bares, experiências de viagem e marcas de spa e bem-estar. Com mais de quatro décadas de experiência, a Minor Hotels fortalece suas marcas, cultiva relações duradouras e impulsiona o sucesso dos negócios, sempre com foco no que realmente importa para seus hóspedes, equipes e parceiros.
A Minor Hotels é membro da Global Hotel Alliance (GHA) e reconhece seus hóspedes por meio de um único programa de fidelidade, o Minor DISCOVERY, que faz parte do GHA DISCOVERY. Para saber mais, acesseminorhotels.com e conecte-se com a Minor Hotels no Facebook, Instagram, LinkedIn e YouTube
foto: Divulgação/Minor Hotels Europe & Americas


