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Campanhas com Inteligência Artificial começam a ganhar espaço na moda após experimento da Gucci; especialista da Smart Consultoria aponta mudança na produção criativa e McKinsey estima impacto de até US$ 275 bilhões no setor

O uso de Inteligência Artificial (IA) na criação de campanhas de moda voltou ao centro do debate no setor após a marca italiana Gucci divulgar imagens promocionais geradas por IA para promover seu desfile de primavera durante a Fashion Week de Milão. As peças foram publicadas com a indicação “Created with AI”, gerando polêmica e discussões sobre o papel da tecnologia na comunicação de marcas de luxo. O movimento ocorre em um momento de forte avanço dessas ferramentas na indústria: estimativas da consultoria McKinsey indicam que a Inteligência Artificial pode adicionar até US$ 275 bilhões em lucro à indústria global de moda, luxo e vestuário, impulsionada principalmente por ganhos em marketing, personalização e previsão de demanda.

De acordo com Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria, referência na aplicação de tecnologia, capacitação e metodologias inovadoras para potencializar resultados em marcas, o episódio da Gucci reflete uma mudança mais ampla na indústria da moda, que começa a testar ferramentas de IA para acelerar processos criativos, simular cenários visuais e ampliar a experimentação de campanhas. No Brasil, empresas especializadas já utilizam a tecnologia para desenvolver peças publicitárias digitais para marcas de moda, calçados e acessórios.

Entre essas iniciativas estão a SMART e a TEOS, empresas lideradas pelo empresário Eduardo Schuler, que produzem campanhas utilizando Inteligência Artificial para marcas como Via Uno, Ipanema, Cantão e Piccadilly. A tecnologia permite desenvolver conceitos visuais, ambientações e variações de peças criativas de forma digital, reduzindo etapas logísticas comuns em produções tradicionais.

Segundo Schuler, a Inteligência Artificial não substitui o olhar criativo humano, mas amplia as possibilidades de criação e experimentação no marketing de moda. “A tecnologia permite desenvolver diferentes propostas visuais com rapidez e testar narrativas antes da campanha ganhar escala. Profissionais que têm experiência em produções físicas continuam sendo essenciais porque entendem todas as etapas que transformam uma ideia em uma campanha consistente”, afirma.

Historicamente, campanhas de moda envolvem produções complexas, com estúdios, locações, equipes criativas e logística internacional. O uso de ferramentas digitais baseadas em Inteligência Artificial tem permitido simular cenários, testar conceitos e adaptar peças para diferentes canais de comunicação de forma mais ágil.

O especialista aponta que a tecnologia tende a ganhar espaço principalmente nas etapas de criação visual, experimentação criativa e adaptação de campanhas para múltiplos públicos e plataformas. Ao mesmo tempo, o avanço dessas ferramentas também levanta discussões sobre autenticidade, criatividade e o equilíbrio entre inovação tecnológica e tradição artesanal, temas especialmente sensíveis para marcas do segmento de luxo.

Para Schuler, o movimento indica uma mudança gradual na forma como campanhas são pensadas e produzidas. “A moda sempre esteve conectada à inovação cultural e estética. A Inteligência Artificial surge como mais uma ferramenta dentro desse processo, ampliando possibilidades criativas e ajudando marcas a experimentar novas linguagens visuais”, conclui.

Sobre a Smart Consultoria

A Smart Consultoria, com 11 anos de experiência, aplica tecnologia, capacitação e metodologias inovadoras para potencializar resultados em marcas como Adidas, Melissa, Farm e O Boticário, consolidando-se como referência em transformação digital e crescimento estratégico de vendas.

foto: divulgação

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