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Inspiradas nas estruturas da natureza e na biodiversidade brasileira, as criações combinam técnicas artesanais e precisão tecnológica em homenagem aos 50 anos da Artefacto

Em homenagem aos 50 anos da Artefacto, a Artefacto Beach & Country apresenta novas peças assinadas pelo Estúdio Sérgio Matos. A proposta nasce da observação sensível da natureza — suas estruturas, ritmos e sistemas invisíveis — e transforma essa leitura em design contemporâneo de forte identidade brasileira.

Mais do que formas orgânicas, o projeto investiga relações: entre força e delicadeza, entre tecnologia e artesania, entre precisão construtiva e gesto manual. Cada peça parte de elementos do ecossistema brasileiro, da Mata Atlântica à Amazônia, dos insetos polinizadores às arquiteturas naturais, traduzidos em volumetrias sinuosas, tramas envolventes e estruturas que parecem nascer da própria paisagem.

A natureza surge não como referência literal, mas como princípio estrutural: abrigo, proteção, permanência e convivência. As peças evocam asas, conchas, ninhos e colônias naturais sem recorrer ao figurativo, ocupando o espaço com presença sensível e convidando ao uso prolongado.

O trabalho combina técnicas artesanais e processos tecnológicos de alta precisão. Fibras orgânicas curvadas manualmente dialogam com madeira esculpida e acabamentos refinados, resultando em objetos que conciliam caráter escultórico e função cotidiana. A materialidade não é apenas estética; ela integra a narrativa do projeto, valorizando matérias que registram o tempo e evidenciam a passagem dos anos.

“Interessa-nos transformar a natureza em linguagem, não em ornamento. A biodiversidade brasileira é potência estética e estrutural. Traduzimos essa força em design contemporâneo, respeitando a memória artesanal e incorporando tecnologia com precisão”, afirma Sérgio Matos.

As peças propõem uma leitura do morar conectada ao território. Mais do que compor ambientes, constroem uma atmosfera — uma casa entendida como espaço de permanência, experiência e memória — reafirmando a aproximação entre design, cultura material e identidade brasileira.

Produtos

Poltrona Eiru

Inspirada na abelha uruçu — cujo nome deriva do vocábulo tupi eiru su, “abelha grande” —, a Poltrona Eiru traduz em design a delicadeza estrutural presente na natureza. Seu desenho curvilíneo em malacca, fibra orgânica resistente, cria uma trama leve de fibra natural que filtra a luz e remete às técnicas ancestrais da cestaria indígena brasileira. O resultado é um equilíbrio entre natureza, artesania e design contemporâneo, com forte identidade brasileira.

Poltrona Iandara

Inspirada nas narrativas ancestrais e na cultura ribeirinha da Amazônia, a Poltrona Iandara traduz em design contemporâneo a força simbólica da natureza e da espiritualidade indígena. Seu desenho orgânico, que remete à delicadeza de uma flor, evoca as encantarias presentes nas tradições da pajelança cabocla e nas histórias das caruanas — entidades ligadas à proteção, transformação e cura.
Estruturada em malacca, fibra orgânica resistente, a peça ganha leveza com a trama em fibra natural, executada artesanalmente. O nome Iandara, de origem tupi-guarani, significa “senhora do mundo, aquela que protege”, e expressa uma celebração do design com profunda identidade brasileira.

Poltrona Aruá

A Poltrona Aruá nasce da observação da natureza e das paisagens fluviais brasileiras. Inspirada nas linhas cônicas do caracol de água doce presente às margens dos rios do Nordeste — cuja denominação deriva da língua tupi-guarani —, a peça traduz essa referência em uma estética orgânica e vigorosa.

A estrutura robusta em malacca, fibra orgânica espessa, remete às ondulações da concha que protege o molusco, enquanto a base sinuosa sustenta o encosto em trama artesanal na própria malacca. O assento em cedro esculpido revela a nobreza da madeira brasileira, resultando em uma peça que combina precisão tecnológica, saber artesanal e identidade nacional.

Balanço Mutuca

De estética leve e sinuosa, o Balanço Mutuca transforma o movimento em elemento central do design. Sua estrutura vazada, composta por linhas espirais, cria uma sensação de leveza e flutuação, tornando a peça protagonista em ambientes internos ou externos.
A inspiração vem dos olhos compostos da mutuca — inseto conhecido por sua visão em 360 graus e pelos tons iridescentes que refletem luz e movimento. Essa referência se traduz em molduras orgânicas que parecem levitar suspensas pelos cabos.
A estrutura é inteiramente desenvolvida em malacca e revestida por uma trama em fibra natural que envolve e valoriza o desenho da peça. O assento circular estofado em tecido nobre completa a composição, unindo conforto, leveza e uma linguagem contemporânea marcada pela brasilidade.

Balanço Itacuru

Suspenso e envolvente, o Balanço Itacuru traduz leveza e acolhimento por meio de um desenho orgânico e sinuoso. A peça se inspira na arquitetura natural dos cupinzeiros construídos no solo — estruturas engenhosas formadas por terra e resíduos vegetais que revelam complexos sistemas subterrâneos.

Essa referência se traduz nas linhas multidirecionais da estrutura, criando uma composição fluida e harmoniosa. Desenvolvido com estrutura em alumínio e trama em corda náutica, o balanço permite o uso de duas tonalidades de corda, criando composições personalizadas. O assento e as almofadas em tecido completam a peça, garantindo conforto e sofisticação para ambientes internos ou externos.

fotos: Marco Antonio/Divulgação

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