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Com o intervalo mais caro da história, o evento se consolida como termômetro do valor da atenção em um mercado de mídia cada vez mais fragmentado.

O Super Bowl 2026 entrou para a história não apenas como a final mais aguardada da NFL, mas como o intervalo comercial mais caro da televisão mundial. Neste ano, com data marcada para 8 de fevereiro, o preço de um comercial de 30 segundos alcançou a faixa entre US$9 milhões e US$10 milhões, estabelecendo novos recordes e reforçando o evento como um dos espaços publicitários mais disputados do planeta.

O número impressiona, mas vai além da curiosidade. Em um cenário de mídia cada vez mais pulverizado, automatizado e orientado por métricas de performance, o Super Bowl permanece como um dos raros momentos de atenção massiva, simultânea e altamente engajada – um ativo cada vez mais escasso em 2026.

Quanto custa anunciar no Super Bowl e por que esse valor segue crescendo

Historicamente, os valores dos comerciais do Super Bowl vêm em trajetória de alta. Nos últimos anos, as inserções giravam em torno de US$6 milhões a US$7 milhões por 30 segundos. O salto para a casa dos dois dígitos evidencia não apenas inflação de mídia, mas uma transformação estrutural: a revalorização dos grandes eventos ao vivo.

“O Super Bowl é um dos poucos ambientes em que as marcas não competem apenas por cliques ou conversões imediatas, mas pela atenção plena do público. Em um mundo de múltiplas telas e estímulos constantes, isso se tornou extremamente valioso”, afirma Bruno Almeida, CEO da US Media.

Por que o ao vivo voltou ao centro das estratégias

O desempenho comercial do Super Bowl reflete um movimento mais amplo do mercado publicitário. Eventos ao vivo como Copa do Mundo, Olimpíadas, Fórmula 1 e grandes finais esportivas voltaram a ocupar posição central nos planos de mídia globais.

A explicação está na capacidade desses eventos de combinar alcance, contexto e emoção em tempo real. Para os anunciantes, isso se traduz em maior impacto de marca, menor dispersão de atenção e uma conexão mais profunda com o público.

“O crescimento do valor do Super Bowl é um sinal claro de que a publicidade entrou na era da economia da atenção. Eventos ao vivo entregam algo que nenhum algoritmo, isoladamente, consegue garantir: relevância cultural e presença simultânea em larga escala”, analisa Bruno Almeida.

O intervalo chama atenção e a estratégia decide o resultado

Apesar da concentração de atenção em poucos minutos, o intervalo do Super Bowl está longe de ser suficiente para sustentar, sozinho, os objetivos de visibilidade e engajamento das marcas. Em 2026, o diferencial competitivo está em como as campanhas são trabalhadas após o jogo, quando a audiência se fragmenta e passa a consumir e reinterpretar as mensagens em diferentes ambientes.

A publicidade pós-evento tornou-se fundamental para ampliar alcance, aprofundar a narrativa e capturar diferentes níveis de atenção. É nesse momento que entram estratégias de diversificação de mídia, combinando vídeo digital, redes sociais, mídia programática, creators, PR e ativações contextuais, capazes de transformar um pico de exposição em uma presença contínua.

Em um ano marcado por grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo, as estratégias de reverberação da atenção para além do ao vivo deverão apostar em criatividade e diversificação de canais. Aplicativos de notícias esportivas que funcionam como segunda tela, como o Onefootball, são bons exemplos de como ativar essa audiência dentro de sua jornada e contexto.

“Tratar o intervalo como o ápice da estratégia é um erro comum. Na prática, ele funciona como um gatilho. O retorno real vem da capacidade de sustentar a mensagem no pós-evento, adaptando a narrativa a diferentes plataformas, públicos e momentos de consumo”, afirma o CEO da US Media.

foto: Bob KupbensIcon Sportswire Getty Images

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