Maio de 2020 entrou para a história como o mês mais letal do Brasil
A pandemia de Covid-19 deixou cicatrizes profundas: vidas perdidas, colapso na saúde pública e uma economia devastada. No epicentro da crise, mais de 700 mil negócios encerraram as atividades, afetando diretamente os trabalhadores autônomos — um dos grupos mais atingidos, tanto financeiramente quanto emocionalmente.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), essa categoria viu sua renda cair 24% no segundo trimestre de 2020. De consultores a cabeleireiros, de psicólogos a vendedores, a impossibilidade de operar presencialmente empurrou muitos para o desespero — e para a informalidade.
Crescimento expressivo, mas desigual
Em cinco anos, o número de autônomos saltou de 24,8 milhões (2021) para 32,5 milhões em 2025, de acordo com dados da PNAD Contínua. O aumento é explicado por fatores como o desemprego formal persistente (atualmente em 7%) e a busca por alternativas para sustentar a renda familiar, ainda impactada pela queda generalizada de rendimentos observada entre 2019 e 2020.
Mas esse crescimento esconde uma realidade preocupante: 38% da população ocupada ainda atua na informalidade, sem CNPJ, benefícios trabalhistas ou segurança financeira. A pesquisa revela ainda que 70% desses profissionais gostariam de retornar ao regime CLT. O motivo? A diferença de renda: enquanto 50% dos autônomos formalizados recebem de 1 a 3 salários mínimos, 53% dos informais ganham até um salário mínimo por mês.
A digitalização como legado
Um dos efeitos mais duradouros da pandemia foi a digitalização acelerada dos serviços. Muitos profissionais migraram para o ambiente online, ampliando sua clientela por meio de plataformas digitais. Psicólogos, professores, advogados e consultores foram alguns dos que encontraram na internet uma nova forma de atuação.
Segundo Carlos Alcarria, sócio-fundador da plataforma de contratação de serviços Cronoshare, a digitalização e a formalização são os grandes diferenciais no mercado atual. “Os usuários tendem a confiar mais em autônomos formalizados. É uma garantia de que o serviço é profissional”, explica. A Cronoshare, que opera no Brasil há mais de oito anos, também expandiu suas operações para Chile e México no período pós-pandêmico.
O desafio da formalização
Para se destacar em um mercado competitivo e digital, Alcarria recomenda que os autônomos invistam em relacionamento com o cliente, solicitem avaliações online e busquem a formalização como MEI. “Os profissionais que têm sucesso são os que se posicionam com transparência e proximidade”, reforça.
Cinco anos depois do caos, os trabalhadores autônomos seguem sendo uma força vital da economia brasileira. Mas para transformar esse crescimento em desenvolvimento sustentável, é essencial enfrentar o desafio da informalidade com políticas públicas eficazes e incentivo à formalização.
Sobre a Cronoshare
A Cronoshare é uma plataforma online que se dedica a fazer a ponte entre clientes e profissionais de serviços locais. Com sede em Valência, Espanha, já opera em mais 4 países: Brasil, Itália, México e Chile. Atualmente, conta com mais de 2 milhões de usuários registrados e recebe, anualmente, um volume superior a 500.000 solicitações de orçamento, gerando um impacto econômico superior a 8 milhões de euros anuais para os profissionais cadastrados. A Cronoshare auxilia aos usuários a comparar orçamentos e encontrar um profissional adequado aos seus projetos pessoais através de um Marketplace com mais de 200 serviços intermediados.
foto: divulgação


